Eu gosto de ver o que me dói. Aquelas coisas que doiam a meses atrás, pessoas que me doiam saber que existiam. E quando eu não preciso mais (e na verdade nunca as conheci ou tive qualquer tipo de ligação com elas), eu simplesmente vou atrás de fuxicar, e é estranho como dói igual, mesmo não tendo nada a ver. Ok. esse assunto é confuso demais, e eu não estou sabendo desenvolver, por isso paro por aqui.
Eu vou sumir de tudo menos daqui. Ponto final, é tudo que digo. Ninguém vem aqui mesmo, e quem vier terá minha atenção. Certo, é isso que vim dizer.
fui.
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
sábado, 9 de junho de 2007
A diferença que eles fazem...
Eles, aqueles que eu não canso de citar, e escrever, e expor meu amor..
Eles, aqueles que não se cansam de me aturar, de estar por perto quando eu preciso, de me fazer andar até em casa (hahaha)
Aqueles que eu daria tudo se fosse preciso...Eu daria minha última camiseta, porque os amo muito...E eu não tenho explicação pro que sinto por eles, é uma vontade de abraçar, de apertar, de protejer. Uma vontade de criar uma redoma e colocar eles dentro, pra que nenhum nunca sofra.
É algo que eu não poderia explicar nem se eu quizesse. É um amor enorme, que oscila entre o fraternal e o maternal.
É um dos maiores amores o que sinto por eles.
Quem são eles afinal? Meus melhores amigos =)
Eles, aqueles que não se cansam de me aturar, de estar por perto quando eu preciso, de me fazer andar até em casa (hahaha)
Aqueles que eu daria tudo se fosse preciso...Eu daria minha última camiseta, porque os amo muito...E eu não tenho explicação pro que sinto por eles, é uma vontade de abraçar, de apertar, de protejer. Uma vontade de criar uma redoma e colocar eles dentro, pra que nenhum nunca sofra.
É algo que eu não poderia explicar nem se eu quizesse. É um amor enorme, que oscila entre o fraternal e o maternal.
É um dos maiores amores o que sinto por eles.
Quem são eles afinal? Meus melhores amigos =)
domingo, 3 de junho de 2007
Aos meus amigos ^^
Puxe uma cadeira, se acomode mesmo.
Senta aí, não custa nada. Passe algumas horas comigo aqui no meu canto.
Porque hoje eu não vou ao canto de ninguém, vou ficar só por aqui.
Vai ai um bolinho? Come, é bom. Podemos ser amigos e conversar por horas sobre bolinhos de chuva, enquanto chove lá fora e o dia fica escuro, e os bolinhos acabam e o sol aparece. Entende como é significativo e complexo, comer bolinhos de chuva?
Nem pense em levantar agora, ainda temos muito pela frente. Agora que os bolinhos acabaram vamos tomar chá. Chá pra aquecer por dentro o que o mundo esfria. Não, eu não vou te dar colher de chá na vida não senhor, vou fazer você andar certinho, que gente errada não dá certo. Percebe o trocadilho que existe entre o chá e a colher?
Pode sim puxar a outra cadeira e apoiar o pé. Aqui pode tudo, a casa é sua, sinta-se a vontade. Odeio esse papo de visita, aqui quem chega fica, é de casa, e se vai, deixa saudades. E saudade num pode ser nessa casa, saudade é o tipo de coisa que não vinga. Nostalgia sim, saudade nunca!
Me conta de você agora. O que tens feito? Me conte dos seus amores e passados, e presentes. Me conte dos presentes que ganhou do natal, e de como a árvore estava especialmente mais bonita ano passado. Me conta de como você viaja na sua cabeça, e os lugares que ela visita.
E aquele abraço que eu te dei um dia, você guardou? Diz pra mim que os abraços e afagos não estão perdidos no esquecimento, e que você guardou eles na parte mais bonita da memória, junto com os abraços maternos, me diz que meus abraços e afagos fraternais repousam num canto ensolarado do tua cabeça.
Já disse pra ficar mais, não quero que vá embora agora, não agora. Não agora e nem nunca, que pra sempre eu te recordo e guardo aqui, nesse pedaço de infinito que eu chamo pensamento. Não vais embora pois além de não querer, não deixo. Vais ficar ai sentado, em meio a bolinhos, xícaras, chapéis, cadeiras, balanços e varandas.
E um dia eu vou parar e rir. E gargalhar. E suspirar aliviada por ter vivido, e por contar contigo nessa vida. E eu vou finalmente fechar os olhos e descansar, sabendo que nada foi em vão, e eu não poderia ter tido companhia mais fantástica. E quando eu abrir os olhos novamente, é você que vai estar lá. E é você que vai estar lá pra sempre.
Porque talvez amizade seja isso: A junção exata entre o que sonhamos e a vida real. Porque talvez amigos sejam isso: Aquelas pessoas que tornam essa junção uma linha imaginária e obsoleta, tão dispensável que com eles nos confundimos se estamos sonhando ou acordados. E você aí na cadeira é um desses, com certeza.
E por isso te ofereço todos os bolinhos de chuve e xícaras de chá que eu puder fazer na vida, desde que você fique sentado comigo aqui pra sempre.
-------------
Momento de mega inspiração, pensando nos meus verdadeiros amigos, que sabem bem quem são ^^
Senta aí, não custa nada. Passe algumas horas comigo aqui no meu canto.
Porque hoje eu não vou ao canto de ninguém, vou ficar só por aqui.
Vai ai um bolinho? Come, é bom. Podemos ser amigos e conversar por horas sobre bolinhos de chuva, enquanto chove lá fora e o dia fica escuro, e os bolinhos acabam e o sol aparece. Entende como é significativo e complexo, comer bolinhos de chuva?
Nem pense em levantar agora, ainda temos muito pela frente. Agora que os bolinhos acabaram vamos tomar chá. Chá pra aquecer por dentro o que o mundo esfria. Não, eu não vou te dar colher de chá na vida não senhor, vou fazer você andar certinho, que gente errada não dá certo. Percebe o trocadilho que existe entre o chá e a colher?
Pode sim puxar a outra cadeira e apoiar o pé. Aqui pode tudo, a casa é sua, sinta-se a vontade. Odeio esse papo de visita, aqui quem chega fica, é de casa, e se vai, deixa saudades. E saudade num pode ser nessa casa, saudade é o tipo de coisa que não vinga. Nostalgia sim, saudade nunca!
Me conta de você agora. O que tens feito? Me conte dos seus amores e passados, e presentes. Me conte dos presentes que ganhou do natal, e de como a árvore estava especialmente mais bonita ano passado. Me conta de como você viaja na sua cabeça, e os lugares que ela visita.
E aquele abraço que eu te dei um dia, você guardou? Diz pra mim que os abraços e afagos não estão perdidos no esquecimento, e que você guardou eles na parte mais bonita da memória, junto com os abraços maternos, me diz que meus abraços e afagos fraternais repousam num canto ensolarado do tua cabeça.
Já disse pra ficar mais, não quero que vá embora agora, não agora. Não agora e nem nunca, que pra sempre eu te recordo e guardo aqui, nesse pedaço de infinito que eu chamo pensamento. Não vais embora pois além de não querer, não deixo. Vais ficar ai sentado, em meio a bolinhos, xícaras, chapéis, cadeiras, balanços e varandas.
E um dia eu vou parar e rir. E gargalhar. E suspirar aliviada por ter vivido, e por contar contigo nessa vida. E eu vou finalmente fechar os olhos e descansar, sabendo que nada foi em vão, e eu não poderia ter tido companhia mais fantástica. E quando eu abrir os olhos novamente, é você que vai estar lá. E é você que vai estar lá pra sempre.
Porque talvez amizade seja isso: A junção exata entre o que sonhamos e a vida real. Porque talvez amigos sejam isso: Aquelas pessoas que tornam essa junção uma linha imaginária e obsoleta, tão dispensável que com eles nos confundimos se estamos sonhando ou acordados. E você aí na cadeira é um desses, com certeza.
E por isso te ofereço todos os bolinhos de chuve e xícaras de chá que eu puder fazer na vida, desde que você fique sentado comigo aqui pra sempre.
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Momento de mega inspiração, pensando nos meus verdadeiros amigos, que sabem bem quem são ^^
sábado, 12 de maio de 2007
Para a mama
Amanhã é dia das mães, e acho que a minha em especial merece um post.
Por estar comigo sempre.
mesmo sendo chata e neurótica em alguns momentos..hehe
Por lutar sempre por mim e pelos meus irmãos.
Por nunca deixar faltar nada.
Nem as coisas materiais, nem os sentimentos.
Por ser uma mãe admirável, uma mulher admirável, uma pessoa admirável, enfim, por ser tão admirável, mesmo com todos os seus defeitos, mesmo com os problemas, com tudo, alguém tão especial \o/
Por que eu a amo, mesmo ela tendo me feito igual a ela: sentimental, boba e meio otária.
Por que eu não conheço ninguém que possa mandar a mãe a merda. \o/
Porque ela vai ficar se sentindo com isso tudo, talvez até chora (como sempre), mas mesmo assim ela merece (e muito), todos os parabéns do mundo pelo dia das mães.
Porque por mais que eu brigue com ela (bastante as vezes), por mais que eu discuta por coisas idiotas, por mais que eu realmente tenha vontade de matar ela as vezes, amo demais a minha mãe. E então ela merece tudo isso e muito mais ^^
hega da babação de ovo ¬¬'
feliz dia das mães manhêêêê \o/
Por estar comigo sempre.
mesmo sendo chata e neurótica em alguns momentos..hehe
Por lutar sempre por mim e pelos meus irmãos.
Por nunca deixar faltar nada.
Nem as coisas materiais, nem os sentimentos.
Por ser uma mãe admirável, uma mulher admirável, uma pessoa admirável, enfim, por ser tão admirável, mesmo com todos os seus defeitos, mesmo com os problemas, com tudo, alguém tão especial \o/
Por que eu a amo, mesmo ela tendo me feito igual a ela: sentimental, boba e meio otária.
Por que eu não conheço ninguém que possa mandar a mãe a merda. \o/
Porque ela vai ficar se sentindo com isso tudo, talvez até chora (como sempre), mas mesmo assim ela merece (e muito), todos os parabéns do mundo pelo dia das mães.
Porque por mais que eu brigue com ela (bastante as vezes), por mais que eu discuta por coisas idiotas, por mais que eu realmente tenha vontade de matar ela as vezes, amo demais a minha mãe. E então ela merece tudo isso e muito mais ^^
hega da babação de ovo ¬¬'
feliz dia das mães manhêêêê \o/
sábado, 7 de abril de 2007
Mentiras...
Porque as pessoas mentem?
E dizem blábláblá sou seu amigo, blábláblá melhor amigo e mentem. Se não quer contar alguma coisa que considera segredo pra outros amigos, ótimo, mas não precisa mentir, simplesmente não comenta. Inventar histórias da carochinha é o melhor caminho pra detonar uma amizade. Sabe, eu sou sempre tão sincera com todo mundo, e começo a achar que eu que estou errada sendo assim, que não devo ser tão transparente e sincera, que devo guardar tudo pra mim e contar mentiras imbecis.
Mas prefiro no final continuar me ferrando e acreditando que não, o certo é ser sincera e leal.
Mesmo quando as pessoas não se mostram tão sinceras e leais assim.
Afinal, Deus ensinou o perdão e tudo mais.
E eu acredito que saber perdoar é a maior de todas as virtudes!
Então assim eu sigo, talvez sendo idiota, ou talvez estando ceta.
Bem vindos a vida e ao beneficio da dúvida!
E dizem blábláblá sou seu amigo, blábláblá melhor amigo e mentem. Se não quer contar alguma coisa que considera segredo pra outros amigos, ótimo, mas não precisa mentir, simplesmente não comenta. Inventar histórias da carochinha é o melhor caminho pra detonar uma amizade. Sabe, eu sou sempre tão sincera com todo mundo, e começo a achar que eu que estou errada sendo assim, que não devo ser tão transparente e sincera, que devo guardar tudo pra mim e contar mentiras imbecis.
Mas prefiro no final continuar me ferrando e acreditando que não, o certo é ser sincera e leal.
Mesmo quando as pessoas não se mostram tão sinceras e leais assim.
Afinal, Deus ensinou o perdão e tudo mais.
E eu acredito que saber perdoar é a maior de todas as virtudes!
Então assim eu sigo, talvez sendo idiota, ou talvez estando ceta.
Bem vindos a vida e ao beneficio da dúvida!
segunda-feira, 26 de março de 2007
Irmão do meio (ou sobre ser obrigada pelo seu irmão a escrever um texto ¬¬)
Tenho 2 irmãos. hoje estou aqui para falar de um. Meu irmão do meio.
nem mais velho, nem mais novo, tendo que aturar a cada dia o peso de não ser diferente em nada. Não é o maior, não é o menor, o mais inteligente e nem o mais bonito. É apenas o irmão do meio. ¬¬
Como essa pobre, indefesa e desestruturada criatura faz para se sentir melhor? para sentir que faz parte desse mundo cruel, capitalista e selvagem?
É simples meus caros, muito simples: auto-estima! Meu irmão tem o ego do tamanho do mundo, inchado, torcido, roxo, luxado, fraturado! gigantesco, um verdadeiro troll o ego dele! Pode parecer estúpido, e até mesmo fala clichê de livro de auto-ajuda, mas a auto-estima dessa criança faz com que ele se sinta "o cara", mesmo sabendo aquela lenga lenga toda que já citei, sobre ser o do meio e coisa e tal.
Ao menos ele pode dizer: Sou o do meio, mas ninguém coloca no meu meio! Enfim, piada sem graça ¬¬
Estou aqui, gastando meus preciosos dedos, meu tempo, e um post do blog, falando coisas inutéis e em geral mentirosas sobre o meu irmão. E porquê? porquê eu amo ele? Porque ele é legal abeça? Não, ele está atrás de mim com uma faca nas minhas costas! Sim, tortura!
Para onde vai o mundo? Como querem acabar com a violência se nem em casa se pode ter mais paz?!
O que vamos fazer agora? Será que teremos que matar a família e ir ao cinema? será só imaginação? Será que vamos conseguir vencer? ÔÔÔÔÔ-ô!
Aiai, não sei. Só sei que minha cota de criatividade inútil se esgota aqui.
E nem deve ser tão chato ser o irmão do meio. Ao menos você não é o mais velho, que tem que ir ao banco e ser mais pentelhado pela mãe, e nem ser o mais novo, e ser pentelhado por você mesmo (ééé, o irmão do meio é o mais chato).
É. Deve ser até interessante as vezes ser o irmão do meio ¬¬
Chega.
nem mais velho, nem mais novo, tendo que aturar a cada dia o peso de não ser diferente em nada. Não é o maior, não é o menor, o mais inteligente e nem o mais bonito. É apenas o irmão do meio. ¬¬
Como essa pobre, indefesa e desestruturada criatura faz para se sentir melhor? para sentir que faz parte desse mundo cruel, capitalista e selvagem?
É simples meus caros, muito simples: auto-estima! Meu irmão tem o ego do tamanho do mundo, inchado, torcido, roxo, luxado, fraturado! gigantesco, um verdadeiro troll o ego dele! Pode parecer estúpido, e até mesmo fala clichê de livro de auto-ajuda, mas a auto-estima dessa criança faz com que ele se sinta "o cara", mesmo sabendo aquela lenga lenga toda que já citei, sobre ser o do meio e coisa e tal.
Ao menos ele pode dizer: Sou o do meio, mas ninguém coloca no meu meio! Enfim, piada sem graça ¬¬
Estou aqui, gastando meus preciosos dedos, meu tempo, e um post do blog, falando coisas inutéis e em geral mentirosas sobre o meu irmão. E porquê? porquê eu amo ele? Porque ele é legal abeça? Não, ele está atrás de mim com uma faca nas minhas costas! Sim, tortura!
Para onde vai o mundo? Como querem acabar com a violência se nem em casa se pode ter mais paz?!
O que vamos fazer agora? Será que teremos que matar a família e ir ao cinema? será só imaginação? Será que vamos conseguir vencer? ÔÔÔÔÔ-ô!
Aiai, não sei. Só sei que minha cota de criatividade inútil se esgota aqui.
E nem deve ser tão chato ser o irmão do meio. Ao menos você não é o mais velho, que tem que ir ao banco e ser mais pentelhado pela mãe, e nem ser o mais novo, e ser pentelhado por você mesmo (ééé, o irmão do meio é o mais chato).
É. Deve ser até interessante as vezes ser o irmão do meio ¬¬
Chega.
sábado, 17 de março de 2007
Amizade é algo tão complexo. Poruque se ama as pessoas que se ama? Porque escolhemos aquelas pessoas como amigos? Temos realmente poder sobre essa escolha? Acredito que não, assim como em relaiconamentos amorosos existe a famosa química, ela também existe nos outros relacionamentos, mas de formas diferentes.
Então um dia você está lá na escola, sentada, sem faze nada, e alguém puxa papo. Você conversa com a pessoa e em 15 minutos é como se você a conhecesse desde sempre, você vai a casa dela nos dias que se seguem, e um garoto se junta também e é da mesma forma pros três. Quando percebem, vocês saem juntos, tem os mesmos outros amigos e conversam sobre tudo. E as coisas seguem assim pelos anos seguintes, e não parecem querer mudar. Porque isso acontece? É a junção do destino, com a vontade das pessoas de se relacionarem e a abertura que você tem para o resto do mundo. Sim, achoque esse é um fator essencial: O quanto você está aberto as amizades.
Porque sentimos saudade das pessoas, de épocas, de lugares, de situações? O que faz com que isso aconteça afinal? Porque pensamos ter poder de escolha e controle sobre as pessoas que convivemos, mas quando a distância aparece, vem pra provar que não temos controle algum, que nossos sentimentos falam mais alto nessas horas, então basta um amigo se afastar, ou viajar, ou o que quer que seja, e sentimos uma falta enorme.
E isso me faz chegar a outro ponto: Quanto valor damos as pessoas? Acho que nunca o suficiente. Só percebemos que realmente amamos as pessoas quando elas estão longe. As vezes por costume de convivência, as vezes por leseira, o que quer que seja, as vezes não enxergamos as pessoas como deveríamos, e isso machuca.
Porque eu tô escrevendo isso tudo afinal? de onde surgiu esse assunto?
Acho que é saudade da Renata, que viajou.
Acho que é saudade da época do trio da Klaxon.
Saudade das tardes do terceiro ano, das semanas de prova.
Saudade, por perceber que eu reclamei aquele ano inteiro, e foi um dos melhores anos da minha vida, porque lá eu conheci algumas das pessoas que mais amo, naquele ano eu mudei completamente de vida, eu conheci gente nova, lugares novos. E eu não dei valor ao ano de 2005. Pensando bem, não consigo lembrar de nada ruim, nada grande que seja ruim, só lembro de coisas boas.
Ai. Que saudade boa que bateu agora.
domingo, 4 de março de 2007
Nostalgia
Ainda me lembro da estante, gigante, tão maior que eu, e eu pegando a saia de bolinhas que minha mãe tanto odiava. E eu achava linda, e coloquei, e ela chegou. Me lembro da parede com infiltração, que ficou amarela, e eu achava bonita, achava que era detalhe, pintura,e fazia descasquinhos, tirava pedacinhos. Me lembro dela falando "Agora sacode a cabeça", e meu cabelo ficar bagunçado, e parecer uma criancinha maluca. Me lembro do sofá, do armário da cozinha, do piso, da piscina de plástico do lado de fora, que me parecia imensa, dos camundongos que passavam as vezes por lá.
E em outro lugar, outro piso, outra cozinha, outro andar, motel mirante da janela, estrela cadente, vizinhos, televisão, vó, mãe me acordar de noite pra contar o dia. Miojo e massinha com ketchup, com feijão, com manteiga. Caverna do dragão, cavaleiros do zodíaco, cabelo puxado pra trás até a cabeça doer. Escola, cortar e colar, escrever, ler.
De volta ao começo, em outro apartamento, árvore na janela. Tacos soltos, joaninhas, caixa de papelão e xale de mesinha, caixa de papelão e madeira de estante. Beliche de ferro, tv, cozinha de pastilha, banheiro com banheira (que a gente nunca usava), área que dava pra ver os cachorros fedidos do vizinho de baixo, portas e janelas de madeira antigas, que faziam ruídos engraçados. Marinho nascer, crescer, andar, video game, televisão, bolo, torta, empadão. marinho de dente no butijão de gás. Escola, dizer que vim da lua, ainda lembro, afastavam as cadeiras pra eu passar.
E o tempo é que foi passando.
E eu fui crescendo, crescendo.
E mudando, e me mudando.
E agora eu dava tudo pra voltar.
E em outro lugar, outro piso, outra cozinha, outro andar, motel mirante da janela, estrela cadente, vizinhos, televisão, vó, mãe me acordar de noite pra contar o dia. Miojo e massinha com ketchup, com feijão, com manteiga. Caverna do dragão, cavaleiros do zodíaco, cabelo puxado pra trás até a cabeça doer. Escola, cortar e colar, escrever, ler.
De volta ao começo, em outro apartamento, árvore na janela. Tacos soltos, joaninhas, caixa de papelão e xale de mesinha, caixa de papelão e madeira de estante. Beliche de ferro, tv, cozinha de pastilha, banheiro com banheira (que a gente nunca usava), área que dava pra ver os cachorros fedidos do vizinho de baixo, portas e janelas de madeira antigas, que faziam ruídos engraçados. Marinho nascer, crescer, andar, video game, televisão, bolo, torta, empadão. marinho de dente no butijão de gás. Escola, dizer que vim da lua, ainda lembro, afastavam as cadeiras pra eu passar.
E o tempo é que foi passando.
E eu fui crescendo, crescendo.
E mudando, e me mudando.
E agora eu dava tudo pra voltar.
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