domingo, 31 de janeiro de 2010
Não é que isso seja bom. Ao menos não em 100% do tempo. Meus medos vem também dessa relação, e eu seria mais feliz sem eles, haja visto que são totalmente dispensáveis. Mas na maior parte do tempo eu me sinto muito bem por não ser como eles. Eu me sinto bem por não ser ambiciosa e cruel como eles conseguem ser. Mas eu me sinto mal por ser sensível e ainda vulnerável aos atos imbecis que eles cometem. Porque acho que minha maior fraqueza se chama sensibilidade. E eu não sei ser insensível. Eu não consigo não me sentir mal. Dói por dentro, dá vontade de chorar. E eu estou realmente cansada de entrar em banheiros, sentar e chorar. Eu já perdi as contas de quantas vezes isso já aconteceu. Eu merecia mais.
Sei que tenho que me conformar que as pessoas são o que são, e que não milagrosamente mudar. Mas me conformar não vai mudar o que sinto.
Um dia eu vou embora, e quando eu for não vou olhar pra trás. Nunca mais.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Porque eu odeio o twitter
Acho que nunca vou me adaptar a essas ferramentas virtuais mais modernas. Eu não nasci pra isso. Eu trocaria agora mesmo meu computador por uma máquina de escrever e uma enciclopédia Conhecer, mas como tento me adaptar a pelo menos alguma coisa, continuo por aqui.
Já experimentei do prazer dos vários comentários, dos seguidores surgindo do nada e dos pedidos "posta isso", "posta aquilo". Durou uns dois meses. Na primeira semana foi super legal, mas depois me parecia uma obrigação. A coisa vai ficando meio doente, porque você pensa "se eu não postar agora, as pessoas vão parar de comentar". Um belo dia enchi o saco e larguei de mão. Prefiro o total anonimato, o blog sem comentários e essa vida pacata, até o dia de ser reconhecida por alguma coisa descente. Por alguma coisa maior, mais importante, que beneficie realmente alguém.
E esse tipo de coisa, definitivamente, não se consegue respondendo o que se está fazendo agora. Vai muito, muito além de você. Vai além do pessoal, está no extremo oposto: Significar alguma coisa não é ter seu nome lembrado, mas sim ver o que você fez ajudando uma porção de gente a seguir em frente. E isso é totalmente coletivo.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Pinel
Eu tô misturando lide com sous vide com forno combinado com expansão imobiliária com revolta, gula e curiosidade gastronômica.
Eu vou ficar maluca. Vou terminar o ano no Pinel. E tenho dito.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Dandara e a bolha, a vida e o mar.
Dandara acorda de manhã, toma um banho rápido e se veste pra sair. Olha o relógio, seis e pouca da manhã. Coloca uma música pra tocar enquanto tenta arrumar o cabelo. Ela pensa na vida, na bolha e no mar.
A vida é isso aí que a gente vê. Vemos a vida nos jornais, nas revistas, no posto de gasolina e no monte de merda no chão do ponto de ônibus. O monte de merda cheio de moscas, que faz tudo feder ao redor. Quem defecou no ponto ainda teve o trabalho de espalhar um pouco nos vidros do mesmo, só pra feder um pouco mais. Ela se pergunta porque raios alguém se daria ao trabalho de cagar e espalhar a merda. Vandalismo gratuito. Daquele tipo sem propósito e sem explicação. Porque ela acredita que algum vandalismo é válido. Terrorismo poético não é afinal um tipo de vandalismo?
A bolha é onde ela se esconde da vida. Não de toda a vida, mas só desse tipo de situação. Na bolha toca sempre alguma música bonita, e ela abstrai todo o resto. O som da rua não existe, o cheiro de merda se torna imperceptível. Na bolha ela mora sozinha, e decora a casa como quiser: As paredes da bolha são brancas, e na parede está escrito "Aqui é longe", em letras pretas e cursivas. Na bolha não tem móveis, porque ela não gosta de móveis mesmo. Não tem TV na bolha, só tem um som. Um som, uma cama, um abajur vermelho e luzinhas de natal penduradas nas paredes.
E tem o mar. E o mar dispensa explicações.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Enquanto isso, no mundo dos sonhos...
"If I just lay here,Would you lay with me and just forget the world?"
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Com vontade de deitar na grama e ver o dia passar, sem fazer nada. Acho que estou precisando de um tempo sem ninguém ao redor, só eu e o amour. Porque estar em casa, mesmo sem fazer nada, parece sempre estafante. Daí tem curso, e coisas pra arrumar, e os doces temporariamente empacados pra fazer, e daqui a pouco começam as aulas. E eu sei que quando elas começarem vai tudo se embolar. Não por eu não conseguir levar, mas se embolar num sentido de me sobrecarregar mesmo. Eu vou gostar e ficar feliz, porque quando fico sobrecarregada me sinto útil, me sinto "fazendo alguma coisa". Mas mesmo assim, sobrecarga é sempre sobrecarga!
Então eu queria um tempo de silêncio conjunto. De deitar, colocar música pra tocar e ficar morgando, sem ninguém chamar, sem ter que levantar pra ir a lugar nenhum, sem precisar falar.
Eu preciso de umas férias da realidade. Talvez seja isso.
Amor e suvaco não combinam.
*é sim..é bem legal
*as letras dela são bem tensas..rs..
*"I always felt so far from you
Like something wasn't right
But tonight
I rest my head inside the crook of your arm
& I feel like a golden star"
*cara, I feel like a golden star! HAHAHAHAHA
Rê - chuva pós praia diz:
*HAUHAUHAUHUAHUAHA SIM
*como é se sentir como uma estrela dourada?
*é se sentir bem?
Dandara contra a expansão imobiliária de jacarepaguá! diz:
*po, é sim..HAHAHAHAHA
Rê - chuva pós praia diz:
*SIm UAHUHAUHA eu sei
*mas como seria isso? UAHUAHUAH
Dandara contra a expansão imobiliária de jacarepaguá! diz:
*sabe quando vc deita com alguém, ai se apoia naquela curvinha do braço, perto do suvaco? HAHAHAHAHAH
*daí todos os seus problemas desaparecem, e vc se sente uma estrela dourada..HAHAHAHAHAH
*Isso acontece comigo quando deito com o Arthur (L)
Rê - chuva pós praia diz:
*sei sim uahuahuahuahuah
*no ombro mais ou menos
Dandara contra a expansão imobiliária de jacarepaguá! diz:
*issoo! HAHAHAHAHAHAHAH
*perto do suvaco não soa romântico.
Killing [love] songs
Quem me conhece sabe que todos os momentos me lembram alguma música (mesmo que as outras pessoas não saibam disso, o que costumeiramente acontece). Até um tempo atrás, eu respondia qualquer pergunta com um trecho de alguma letra (o que deixava algumas pessoas meio irritadas, mas eu sempre acho que letras se encaixam melhor nas situações...rs...). Existe música pra cada momento do dia, pra cada atividade: Música pra ouvir antes de dormir; pra ouvir no ônibus; pra andar pela rua; pra ouvir a caminho da balada; pra cozinhar; pra fazer sexo; pra conversar no escuro, etc. Todos os momentos da minha vida tem trilha sonora, mesmo que só na minha cabeça. Sendo assim, obviamente existem músicas que acabam morrendo pelo caminho.
É estranho como as vezes os sentimentos morrem, mas continuam vivos nas músicas que fizeram parte deles. Parece que demora mais pra apagar os sentimentos das músicas do que da vida. Passei tempos sem conseguir ouvir Magic numbers, e é a minha banda favorita! Pra ser sincera no início até pensei em matá-los. Pensei seriamente em apagar toda e qualquer música deles que houvesse no meu computador. Sendo mais sincera ainda, apaguei tudo. Só baixei de novo quando soube que ia ter o show, e queria dar uma ouvida em tudo antes de ir. Eu chorei durante metade do show, mas quando saí de lá, uma sensação diferente tomou conta: Eles ainda eram a banda que eu mais gostava, e eu teria me arrependido muito de não ter ido ver ao vivo. Talvez esse seja o ponto na matança de canções: Ela pode gerar muito, muito arrependimento.
As vezes outras pessoas fazem o trabalho sujo por mim. É como eu falei no início: Se você gosta muito de uma música, mas sabe que ela lembra quem está contigo de outra pessoa, fatalmente você vai pegar nojinho, e ter embrulho no estômago só de ouvir a introdução. Daí você não precisa matar a música que gosta, a outra pessoa matou por você. Nunca mais você conseguirá ouvir a música da mesma maneira, talvez isso chegue até a banda, e pronto. Você perdeu mais do que uma canção que gosta: Perdeu uma banda inteira.
Talvez eu devesse ser menos apegada a canções. Menos sentimental, menos musical. Porque pra mim música e sentimento caminham de mãos dadas. E as mãos se seguram com tanta força que é impossível separar. Daí eu fico assim, despersa no meu mundo musical. O mundo que vive dentro da minha cabeça. O problema é que nesse mundo eu costumeiramente pago de vilã. Então eu vago por lá, matando canções.