domingo, 12 de dezembro de 2010

Farra pra tudo é um bom remédio

Estou tentando me reconectar com o meu eu. Esse é um começo meio nada a ver, pra um texto com o título "farra pra tudo é um bom remédio", eu sei, mas sendo essa pessoa pequena e sem graça que me tornei a doença e a farra o remédio, posso então começar o texto dizendo isso. Eu me desprendi de quem eu era, e criei pra mim uma personalidade que na realidade nunca foi minha. Eu me convenci de que aquela era eu e me deixei levar. A gente nunca consegue manter esse tipo de coisa por muito tempo. Não vale a pena se policiar, se isso vai tirar a naturalidade. Não vale a pena consertar certos hábitos, pois são eles que nos tornam nós mesmos.

Achei que ontem não me divertiria. Achei que seria chato, sem graça, entediante. Mas não. Mordi a língua e me diverti muito. Conheci pessoas novas, cantei, dancei, falei. Um dia pra desopilar, pra desencantar dessa coisa toda de ficar no canto. Eu não sou mais a menina do canto faz tempo, eu sou aquela que vai pro meio da pista e da a louca, que dança horrores e ri descontroladamente. E alto. E gesticula, fala palavrão, fuma, bebe. Essa sou eu, não preciso mudar. Mais que tudo, não quero mudar.

Enfim, só sei que me diverti. Levantei hoje me sentindo finalmente voltando ao normal. Que venha a semana, porque depois de ontem ela só pode ser muito boa \o/

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Gelo

O mundo está mais gelado ou sou eu?

Me sinto a quilômetros de distância de qualquer ser humano, ilhada no meu mundo de sonho e fantasia. Quando alguém que eu esperava ser de uma forma se revela de outra, fico assim. Eu espero demais das pessoas, e sei. Mas pelo menos assim mantenho um padrão. Toda vez que aceito as coisas como são elas vão se acomodando até chegar a um ponto insuportável. Talvez seja só questão de compatibilidade, porque se existem pessoas que não me decepcionam, o problema não é meu. Melhor esperar alguma coisa do que não esperar nada, assim penso.

Fora que aqui é meu blog, minha casa, dos meus pensamentos. Tenho todo o direito de ser egoísta e egocêntrica, e achar que nada é problema meu. Ao menos dessa vez. Ao menos nesse post. Ao menos nesse momento.

domingo, 28 de novembro de 2010

Pode ser que seja só insegurança, não sei. Pode ser só medo. Muito medo. Mas medo e insegurança pra mim são o mesmo no final. Tem a mesma raiz, então é tudo a mesma coisa.

Semana passada eu comecei a conversar com alguém que mau conhecia, e a contar as coisas todas que estava pensando naquele momento. Agora eu sinto como se alguém que eu mau conheço me conheça um pouco mais. Não que ele não tenha falado, e eu também não sinta que conheça mais um pouquinho, mas é estranho. Estranho porque eu não sei ser de outro jeito que não seja esse, aberta, transparente. Eu não sei não contar tudo sobre mim, sem medo de assustar. Porque penso que, se assusta, assustaria de qualquer forma um dia. E eu tentando me guardar já me ferrei do mesmo jeito quando assustei, então que diferença a ordem faz?

Eu acho que não sei de mais nada na minha vida. É quase meu aniversário, e não estou feliz. Eu não conto pra ninguém, mas não estou. Eu tô um barquinho que dá dó, sendo carregado pra longe de tudo.

sábado, 27 de novembro de 2010

Sinto umas saudades que não sei de que, mesmo sabendo que foi cero e bom decretar o fim. Salvou uma possível amizade pro futuro. Que por mim existirá, não sei pelo outro lado.

Eu sinto umas saudades do que a gente teve de bom, que eu não apago. Infelizmente eu sou 50% dessa cota de memória na vida, e parece que o outro lado resolveu apagar.

Eu não entendo as pessoas, nem o amor, nem os relacionamentos, nem os finais. Eu não entendo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Obrigada

A sua falta de opinião e essa confusão na sua cabeça me ajudam muito a tentar seguir em frente. Não se decidindo você impulsiona um pouco minha decisão, me fazendo pensar bem menos nisso tudo e no que seria diferente caso eu não tivesse sido uma idiota. Porque eu fui sim, mas eu voltei atrás. E se fosse importante, isso seria suficiente, mas não foi. Então que não seja mesmo. Não vou mais gastar meus dias pensando, nem vou me segurar pra não cair em outras situações, em outras pessoas. Eu vou relaxar e deixar ser. Deixar a vida ser, como for, pra variar. Isso não significa, em absoluto, me deixar levar de qualquer forma, sem opinião.

Significa só que eu não vou ancorar nesse porto. Só isso. Em outros quais ancorarei não sei, nem me preocupo no momento. Quem sabe até, um dia eu volte a este. Que seja pra ficar dessa vez.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tem gente que mar.

Eu rio.

sábado, 20 de novembro de 2010

Maldita vida sentimental.

Eu deixei os braços abertos, como se fosse resolver. Deixei e fiquei esperando ali, com eles assim pro alto. Mas era uma distância, um afastamento, uma coisa que não teve jeito. Meus braços ficaram assim, pro alto, com cãimbra, esperando sem esperança serem encontrados. Mas não houve encontro.

Talvez seja a minha falta de paciência, sei lá. Fazem poucos dias, mas resposta a gente dá de imediato. Eu dou de imediato ao menos, porque acredito que não vale a pena adiar o sofrimento de ninguém, caso a tal resposta seja negativa. Sendo positiva, não vale a pena adiar a felicidade. Me falou do meu medo, e no entanto isso é o que? coragem? Nem que seja a coragem de me deixar no chão, que tenha.

Ao menos esse bem-querer me alimenta. Mesmo que seja assim, distante, quase platônico, alimenta. Me impede de pensar besteira, de fazer besteira, de querer o que na realidade não quero. Porque meu mau talvez seja esse: querendo eu consigo, mesmo que o querer seja capricho ou mentira. Eu me convenço dele e consigo, e isso não pode ser bom. Só que esse querer não é desses que invento. Esse realmente quero.

Quinta feira que vem tem Lenine na lapa. De novo. Dessa vez de graça. Dessa vez pra ouvir e ficar pensativa e cabisbaixa. Pra ficar como fico quando me sinto perdida daquele jeito que ninguém nunca vai encontrar e eu nem queria mesmo que encontrasse. Tem e vai fazer mais de mês já. Como o tempo passa rápido quando a gente age errado, quando a gente adia a felicidade sem perceber que aquela era a única chance. Era. E eu tô começando a achar que desperdicei. Eu perdi.

Eu acho que sempre perco no final.