...que as coisas acontecem a seu tempo, e não adianta apressar a vida: Ela não vai andar mais rápido só porque você quer.
Se acalme, porque a vida tem seus meios de mostrar as coisas, e cabe a você entender e correr atrás do que é possível mudar. O que não pode ser mudado agora não tem então que ser motivo de tensão. Com o tempo tudo se ajeita.
Fica na sua, e aproveita o que é bom. Só isso.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Me disseram que sonhar é ingênuo, e daí?
Minha mãe me ensinou a sonhar, e mais que isso, a correr atrás dos meus sonhos. Independente de qualquer problema, de qualquer possível erro, enfim, de qualquer coisa, isso é suficiente para que eu a ame de maneira incondicional.
Se sou hoje essa pessoa sensível e bacana que eu gosto muito de ser, é graças a ela. Ela me ensinou a ser correta e sonhadora, a vida me ensina a cada dia como tornar isso prático e útil.
Enfim, apenas um pensamento randômico de sexta feira de manhã.
Se sou hoje essa pessoa sensível e bacana que eu gosto muito de ser, é graças a ela. Ela me ensinou a ser correta e sonhadora, a vida me ensina a cada dia como tornar isso prático e útil.
Enfim, apenas um pensamento randômico de sexta feira de manhã.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Durante uma época do ano passado, fui incapaz de chorar. Por mais triste ou emocionada que estivesse, nada saía dos meus olhos. De repente comecei a não sentir nada, não me comover com nada, não me entristecer com nada. O ponto alto foi não ficar com raiva de nada. Passei alguns meses sendo um zumbi, sem comentar nada com ninguém. Acho que quando passamos por coisas demais num período muito curto de tempo, acontece isso: a cabeça foca na responsabilidade, naquilo que precisamos fazer pra deixar tudo nos eixos, e acabamos nos esquecendo de sentir. Sentir se torna secundário.
Acabei de passar por um momento que me fez ter medo de ficar assim de novo. Minha mãe me abraçou, pediu desculpas, falou coisas que em um momento normal me fariam chorar até a última lágrima do meu corpo. Só que eu não chorei. Eu não fiz nem menção de chorar. Acho que de ontem pra hoje deu algum estalo na minha cabeça, e eu simplesmente não consigo sentir nada. Não estou com raiva, nem triste, nem feliz, nem nada, em relação a isso tudo. É como se minha mente estivesse novamente focando na realidade, no que preciso fazer, de maneira fria, simples, quieta. Como se ela acreditasse de novo que é preciso não demonstrar pra manter todo mundo de pé, e com isso parasse de sentir.
Não quero ser assim de novo, com o coração alheio a tudo. Quero a cabeça no lugar pra resolver, e o coração batendo pra não esfriar. Se eu esfriar de novo e afastar tudo que penso de todo mundo ao redor, acho que nunca mais volto.
Eu vou virar um cidadão comum, e eu não quero.
Acabei de passar por um momento que me fez ter medo de ficar assim de novo. Minha mãe me abraçou, pediu desculpas, falou coisas que em um momento normal me fariam chorar até a última lágrima do meu corpo. Só que eu não chorei. Eu não fiz nem menção de chorar. Acho que de ontem pra hoje deu algum estalo na minha cabeça, e eu simplesmente não consigo sentir nada. Não estou com raiva, nem triste, nem feliz, nem nada, em relação a isso tudo. É como se minha mente estivesse novamente focando na realidade, no que preciso fazer, de maneira fria, simples, quieta. Como se ela acreditasse de novo que é preciso não demonstrar pra manter todo mundo de pé, e com isso parasse de sentir.
Não quero ser assim de novo, com o coração alheio a tudo. Quero a cabeça no lugar pra resolver, e o coração batendo pra não esfriar. Se eu esfriar de novo e afastar tudo que penso de todo mundo ao redor, acho que nunca mais volto.
Eu vou virar um cidadão comum, e eu não quero.
"If I told you things I did before
Told you how I used to be
Would you go along with someone like me?
If you knew my story word for word
Had all of my history
Would you go along with someone like me?"
----------
Toda vez que conto alguma parte da minha vida pra alguém, me sinto meio mal logo em seguida. Fico sempre com a sensação que perco um pouco o encanto, a cada coisa que conto. Como se as casquinhas de felicidade fossem caindo, e eu fosse ficando cinza e banal aos olhos do outro. Eu me sinto não amável, e sei que isso é bem idiota e provavelmente sem sentido. Mas eu tenho 22 anos, e por mais fodona e madura que eu ache que sou, esse é meu ponto fraco. É o meu ponto 15 anos. Que acha sempre que me conhecer não é tão legal quanto me idealizar. Só que nenhuma idealização é legal. Idealizações são burras como as generalizações.
Só sei que eu vejo as palavras saindo da minha boca. Palavras que falam sobre meu passado e fases estranhas que tive. E cada vez que elas saem, eu morro um pouquinho. Morro porque fico pensando sempre "é, olha só pessoa, eu não sou tão legal quanto pareço". Ninguém é perfeito, eu sei, muito menos eu. Mas dá uma vontade louca de apagar as burradas bizarras que eu fiz, e essas coisas não se apagam. Queria parar agora, olhar pra trás e ver só coisas bonitas e deslizes normais pelo caminho, mas os "fundos-do-poço" continuam todos lá.
Porque eu falo? Não sei. Não falo pra todo mundo, nem discuto aspectos tensos do meu passado em mesas de bar, nem com pessoas que mal conheço. Eu preciso confiar, muito, pra contar esse tipo de coisa. Mas mesmo confiando, me bate sempre essa sensação. Deve ser porque essa é a segunda vez que conto esse tipo de coisa, e eu me ferrei tanto contando da primeira vez, me magoei tanto por isso, que acho mesmo que seria impossível não sentir isso agora.
Crescer e seguir em frente dói, dói demais. Nessas horas eu queria muito que a Lacuna inc. existisse. Sério.
Told you how I used to be
Would you go along with someone like me?
If you knew my story word for word
Had all of my history
Would you go along with someone like me?"
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Toda vez que conto alguma parte da minha vida pra alguém, me sinto meio mal logo em seguida. Fico sempre com a sensação que perco um pouco o encanto, a cada coisa que conto. Como se as casquinhas de felicidade fossem caindo, e eu fosse ficando cinza e banal aos olhos do outro. Eu me sinto não amável, e sei que isso é bem idiota e provavelmente sem sentido. Mas eu tenho 22 anos, e por mais fodona e madura que eu ache que sou, esse é meu ponto fraco. É o meu ponto 15 anos. Que acha sempre que me conhecer não é tão legal quanto me idealizar. Só que nenhuma idealização é legal. Idealizações são burras como as generalizações.
Só sei que eu vejo as palavras saindo da minha boca. Palavras que falam sobre meu passado e fases estranhas que tive. E cada vez que elas saem, eu morro um pouquinho. Morro porque fico pensando sempre "é, olha só pessoa, eu não sou tão legal quanto pareço". Ninguém é perfeito, eu sei, muito menos eu. Mas dá uma vontade louca de apagar as burradas bizarras que eu fiz, e essas coisas não se apagam. Queria parar agora, olhar pra trás e ver só coisas bonitas e deslizes normais pelo caminho, mas os "fundos-do-poço" continuam todos lá.
Porque eu falo? Não sei. Não falo pra todo mundo, nem discuto aspectos tensos do meu passado em mesas de bar, nem com pessoas que mal conheço. Eu preciso confiar, muito, pra contar esse tipo de coisa. Mas mesmo confiando, me bate sempre essa sensação. Deve ser porque essa é a segunda vez que conto esse tipo de coisa, e eu me ferrei tanto contando da primeira vez, me magoei tanto por isso, que acho mesmo que seria impossível não sentir isso agora.
Crescer e seguir em frente dói, dói demais. Nessas horas eu queria muito que a Lacuna inc. existisse. Sério.
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