Dessas que a gente sai de casa sabendo que serão boas. Que acabam se revelando melhores ainda. Acho que estou retomando a capacidade de enxergar magia nas coisas, e isso é muito bom. Estou recuperando esse meu jeito de achar que a vida pode ser maravilhosa (beijo Ivan Lins, me liga. ahhahaha), e toda essa crença de que nada é por acaso: As coisas, pessoas e momentos acontecem quando tem que ser, sem erro. A vida não se equivoca, tudo é aprendizado e faz parte do caminho. Me sinto hoje uma pessoa melhor que ontem, e não consigo deixar de crer que a tendência é me sentir cada vez melhor.
As coisas ruins do meu jeito de ser deixo pra trás, com certos hábitos ruins que andava tendo ultimamente. Pego esse dia de hoje, essa noite de sexta pra sábado, e retomo aqui a Dandara que deixei num ponto específico do ano passado. Uma Dandara mais consciente e mais feliz com ela mesma.
E que a vida continue linda e cheia de magia.
sábado, 22 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Sinto um medo enorme de ficar pra trás (ou seria pra frente?). Toda vez que começo a ler e estudar e me interessar por coisas novas passo por esse mesmo medo. Com esse turbilhão de assuntos pra falar e praticamente ninguém disposto a ouvir (Ao menos tenho quem ouça. Será melhor pensar assim?).
Hoje em dia quando me sinto assim, sinto saudade de Centro da cidade e Paquetá. Do clima bom que ficou nesses dias gostosos de assuntos aleatórios e sem sentido. Pra mim foram dias cheios de significado, será que sou louca? Tem sempre alguma ocasião pra quebrar as rotinas boas da vida. Eu não compreendo.
Só sei que sinto, pela falta de telefonemas nos últimos dias, que esse tempo de histórias vai virar lembrança. Guardada num canto muito bonito da memória, mas apenas lembrança. E eu vou lembrar de sentar na praia do Flamengo e ficar com o sapato cheio de areia; vou lembrar de picolé de bituca e das piadas do faroleiro; Eu vou lembrar da barca, das músicas, de paquetá. De poemas, vinho, de invadir a casa alheia no meio da noite pra ir ao banheiro; Eu vou lembrar do céu de flamboyant e de dormir na areia, morrendo de frio. Eu vou lembrar da praça e, mais que tudo, do jeito de olhar que eu sempre quis ver alguém olhar pra mim, enquanto contava sobre minha relação com coisas antigas. Eu vou lembrar. Só isso que me importa.
Que meus sentimentos não sejam confundidos (coisa que sempre tenho medo que aconteça). É só que sinto uma amizade que muito me importa ir embora. Isso dói.
Eu não devia ter dado tanta importância.
Hoje em dia quando me sinto assim, sinto saudade de Centro da cidade e Paquetá. Do clima bom que ficou nesses dias gostosos de assuntos aleatórios e sem sentido. Pra mim foram dias cheios de significado, será que sou louca? Tem sempre alguma ocasião pra quebrar as rotinas boas da vida. Eu não compreendo.
Só sei que sinto, pela falta de telefonemas nos últimos dias, que esse tempo de histórias vai virar lembrança. Guardada num canto muito bonito da memória, mas apenas lembrança. E eu vou lembrar de sentar na praia do Flamengo e ficar com o sapato cheio de areia; vou lembrar de picolé de bituca e das piadas do faroleiro; Eu vou lembrar da barca, das músicas, de paquetá. De poemas, vinho, de invadir a casa alheia no meio da noite pra ir ao banheiro; Eu vou lembrar do céu de flamboyant e de dormir na areia, morrendo de frio. Eu vou lembrar da praça e, mais que tudo, do jeito de olhar que eu sempre quis ver alguém olhar pra mim, enquanto contava sobre minha relação com coisas antigas. Eu vou lembrar. Só isso que me importa.
Que meus sentimentos não sejam confundidos (coisa que sempre tenho medo que aconteça). É só que sinto uma amizade que muito me importa ir embora. Isso dói.
Eu não devia ter dado tanta importância.
Ler
Uma das coisas que mais me faz feliz, e que deixei de lado por um tempo. Como nunca é tarde pra recuperar o tempo perdido, tenho lido muito. Devoro livros com mais avidez do que lasanha. E, sério, lasanha é meu prato favorito, sou capaz de matar um serumano em troca de um pedaço.
Sei que de repente resolvi aceitar a vida assim, pacata. Com meus livros e músicas e passeios diurnos. Com minhas caminhadas sem rumo, minhas maluquisses. Gosto, gosto mesmo. Aceito não por falta de opção, mas por puro e simples gosto.
Que venha a semana então. =)
Sei que de repente resolvi aceitar a vida assim, pacata. Com meus livros e músicas e passeios diurnos. Com minhas caminhadas sem rumo, minhas maluquisses. Gosto, gosto mesmo. Aceito não por falta de opção, mas por puro e simples gosto.
Que venha a semana então. =)
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
The way you haunt my dreams
Ontem alguém me olhou com olhos de brilho e sonho, enquanto eu contava histórias sobre minha relação com coisas antigas. Eu senti aquele brilho percorrendo meu corpo todo, tentando me levantar do sofá, do chão, do mundo. Querendo me fazer flutuar leve e mansa por aí. Eu sempre acho que vão achar idiota o que eu falo sobre meu amor por certas coisas. Mas perceber sinceridade num olhar que achava aquilo tudo lindo me fez repensar a vida. Me fez crer que alguém acha bonito esse modo com que poetizo a vida. Me fez crer que ainda existe gente que vê poesia também.
Daí ele se foi. Talvez pra nunca mais na minha vida. Talvez até o ano que vem ou até algum dia ou até nenhum dia. Ou fui eu que me fui e deixei pra trás? A vida tem dessas coisas de colocar algo ali pra depois levar embora. De deixar um vaso na beira da estante pra cair no chão. De fazer a gente cortar o pé nos caquinhos e xingar até a quinta geração. A vida tem dessas coisas que não compreendo mas tolero.
Mas ele me olhou com olhos de brilho e sonho.
They can't take that away from me.
Daí ele se foi. Talvez pra nunca mais na minha vida. Talvez até o ano que vem ou até algum dia ou até nenhum dia. Ou fui eu que me fui e deixei pra trás? A vida tem dessas coisas de colocar algo ali pra depois levar embora. De deixar um vaso na beira da estante pra cair no chão. De fazer a gente cortar o pé nos caquinhos e xingar até a quinta geração. A vida tem dessas coisas que não compreendo mas tolero.
Mas ele me olhou com olhos de brilho e sonho.
They can't take that away from me.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Tenho um coração...
...bem melhor que não tivera.
----------
Que ele sente, e hoje percebeu sentir mais do que esperava, mais do que gostaria. Tenho um coração e bem melhor não ter porque doiria menos, bem menos.
Mas eu acredito sempre na esperança da renovação.
Talvez seja tudo que me resta nesse momento.
----------
Que ele sente, e hoje percebeu sentir mais do que esperava, mais do que gostaria. Tenho um coração e bem melhor não ter porque doiria menos, bem menos.
Mas eu acredito sempre na esperança da renovação.
Talvez seja tudo que me resta nesse momento.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Eu sou muito mais feliz sem ninguém pra atrapalhar. Sem ninguém pra dar opinião. A minha insegurança só existe quando estou acompanhada, e percebo que a solidão faz com que eu me sinta segura. Tenho minha família, meus amigos, meu trabalho. Tenho uma vida inteira pela frente, e vou me sentir assim mesmo no auge dos meus 90 anos, com minha piteira e meus quilos de maquiagem. Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho. Concordo plenamente com essa frase, mas discordo das interpretações que ouço e leio por aí. Eu não sou sozinha e tenho amor, e isso não significa necessariamente que eu precise de um namorado. Eu não preciso. Não gosto mesmo de precisar de nada, e acho que tornar esse tipo de coisa uma necessidade é suficiente pra pirar a cabeça de uma pessoa. Esse desespero por relacionamentos amorosos leva as pessoas apenas a tristeza, descontentamento e insegurança. Melhor deixar a vida correr e o que tiver de ser, será. Paciência é mesmo uma virtude, e tenho me percebido muito capaz de tê-la. Eu simplesmente não ligo mais.
É como eu disse outro dia, poetizando Zeca Pagodinho: Estou deixando a vida me levar e gritando a plenos pulmões "VIDA, LEVA EU!". Sem mais.
É como eu disse outro dia, poetizando Zeca Pagodinho: Estou deixando a vida me levar e gritando a plenos pulmões "VIDA, LEVA EU!". Sem mais.
Assinar:
Postagens (Atom)