terça-feira, 21 de abril de 2009
Ameba virtual
Eu o vejo online no msn. Nada de ocupado, de ausente, de volto logo. Online. Cemporcento ali. Abro a caixa de mensagem, e fica aquele vazio, branco, enorme, sem uma palavra. Eu não sei o que dizer, e quando digo, perco o assunto com facilidade. Não com todo mundo, só com ele. Deve ser porque justamente com ele eu queria falar por horas a fio. E nunca sei o que dizer. Frustrante. Nessas horas, eu queria ser menos jeca. Queria ter uma personalidade mais forte, marcante, poderosa. Por dentro eu sou feita de brisa, eu sopro, sopro, vou voando, me deixo levar pra longe. Eu sou uma brisinha fraca, queria ser um furacão. Queria muita coisa, mas no momento queria só saber o que dizer. Só isso.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Pé
Desde que levei um pé, engordei um quilo.
Mas não sei se foi o pé ou a páscoa.
24 rochers, uns pedaços de ovo e uma caixa de bombomgaroto devem ser mais prejuciais do que um simples "acho que não gosto de você como você gosta de mim"
Devem mesmo.
[update em 4 de maio: puta merda, foi culpa minha (só pra eu lembrar disso daqui a anos quando ler)]
Mas não sei se foi o pé ou a páscoa.
24 rochers, uns pedaços de ovo e uma caixa de bombomgaroto devem ser mais prejuciais do que um simples "acho que não gosto de você como você gosta de mim"
Devem mesmo.
[update em 4 de maio: puta merda, foi culpa minha (só pra eu lembrar disso daqui a anos quando ler)]
Delírios
As vezes deliro muito. Muito, muito mesmo. Eu fico viajando na maionese, imaginando as milhares de possibilidades da vida.
Delírios, apenas delírios.
Delírios, apenas delírios.
Medo.
Meu maior medo na vida é terminar sozinha num apartamento enorme, sentada numa cadeira de balanço, tricotando, rodeada de gatos. E um dia morrer e só ser encontrada dias depois, quando os vizinhos sentissem o cheiro de podre vindo de dentro do apê. E quando eles abrissem a porta, eu estaria lá, sem alguns pedacinhos, pois os gatos (mortos de fome) teriam me comido, num sentido nojento da expressão "comer".
Eu tenho muito medo disso. E penso tanto nisso que até vizualizo. Serei uma velha de peruca e maquiagem carregada, com quilos de blush nas buchechas e uma pinta pintada no canto da boca. Com vestidos cheios de plumas e discos de canções mais antigas do que a minha própria juventude. Serei uma velha com cigarros caros e uma piteira enorme.
Tenho que parar de ter medo disso.
Eu tenho muito medo disso. E penso tanto nisso que até vizualizo. Serei uma velha de peruca e maquiagem carregada, com quilos de blush nas buchechas e uma pinta pintada no canto da boca. Com vestidos cheios de plumas e discos de canções mais antigas do que a minha própria juventude. Serei uma velha com cigarros caros e uma piteira enorme.
Tenho que parar de ter medo disso.
Eu deveria...
Eu deveria dormir cedo, acordar cedo, fazer tudo cedo.
Deveria estudar mais, ler mais, falar mais com as pessoas, vê-las mais pessoalmente.
Eu deveria parar de pensar nele, porque ele nem lembra que eu existo, e deveria com certeza ocupar minha cabeça com outras coisas.
Deveria agora estar deitada na minha cama, sonhando, esperando amanhã chegar e ser um bom dia.
Deveria dar mais condição aqueles que falam insistentemente comigo no msn.
Deveria parar de pensar que toda bobagem que acontece é coisa do Destino, e dar mais crédito ao acaso e a banalidade.
Eu deveria ser mais banal e pensar menos.
Deveria fumar menos, beber menos, beber menos coca-cola, roer menos as unhas, mexer menos no cabelo, jogar mais forca e adedonha com meu irmão e ir mais ao teatro.
Eu deveria com certeza ser uma pessoa mais útil. Deveria ser menos insegura e boba, e acreditar mais em mim mesma.
Eu deveria terminar esse texto agora, antes que todos os meus defeitos sejam expostos. Mas eu não tenho medo deles, porque os conheço.
Eu deveria acreditar mais nas coisas boas que as pessoas dizem, e ligar menos pras que considero ruins. Isso me faria mais feliz, e aos outros também. Deveria dar mais crédito aos gestos e atitudes do que as palavras.
Deveria dar mais crédito ao meu coração, e menos, bem menos a razão. Deveria ser mais coração nos momentos amenos, e mais razão nos momentos de tensão. Isso é o que nunca faço.
Deveria dar menos vazão aos meus pensamentos ruins e ao meu sexto sentido, porque sei que ele é movido a insegurança e não a reais pressentimentos.
Eu deveria voltar atrás em uma porção de coisas, mas agora já está feito.
Eu deveria me conformar com o que não tem volta. Deveria mesmo.
Deveria estudar mais, ler mais, falar mais com as pessoas, vê-las mais pessoalmente.
Eu deveria parar de pensar nele, porque ele nem lembra que eu existo, e deveria com certeza ocupar minha cabeça com outras coisas.
Deveria agora estar deitada na minha cama, sonhando, esperando amanhã chegar e ser um bom dia.
Deveria dar mais condição aqueles que falam insistentemente comigo no msn.
Deveria parar de pensar que toda bobagem que acontece é coisa do Destino, e dar mais crédito ao acaso e a banalidade.
Eu deveria ser mais banal e pensar menos.
Deveria fumar menos, beber menos, beber menos coca-cola, roer menos as unhas, mexer menos no cabelo, jogar mais forca e adedonha com meu irmão e ir mais ao teatro.
Eu deveria com certeza ser uma pessoa mais útil. Deveria ser menos insegura e boba, e acreditar mais em mim mesma.
Eu deveria terminar esse texto agora, antes que todos os meus defeitos sejam expostos. Mas eu não tenho medo deles, porque os conheço.
Eu deveria acreditar mais nas coisas boas que as pessoas dizem, e ligar menos pras que considero ruins. Isso me faria mais feliz, e aos outros também. Deveria dar mais crédito aos gestos e atitudes do que as palavras.
Deveria dar mais crédito ao meu coração, e menos, bem menos a razão. Deveria ser mais coração nos momentos amenos, e mais razão nos momentos de tensão. Isso é o que nunca faço.
Deveria dar menos vazão aos meus pensamentos ruins e ao meu sexto sentido, porque sei que ele é movido a insegurança e não a reais pressentimentos.
Eu deveria voltar atrás em uma porção de coisas, mas agora já está feito.
Eu deveria me conformar com o que não tem volta. Deveria mesmo.
Coca cola-
Acho que sou viciada.
Porque quando não bebo, fico pensando "Nossa, estou o dia todo sem beber coca-cola", "caramba, como eu queria uma coca agora", "acho que parei de beber coca-cola, fazem 2 dias que não bebo", "Nossa, isso iria bem com uma coquinha", "cigarro me lembra coca-cola", "comida me lembra coca-cola", "nossa, rum me lembra coca-cola".
Hoje eu me controlei. Bebi apenas meia garrafa.
Acho que sou viciada.
Porque quando não bebo, fico pensando "Nossa, estou o dia todo sem beber coca-cola", "caramba, como eu queria uma coca agora", "acho que parei de beber coca-cola, fazem 2 dias que não bebo", "Nossa, isso iria bem com uma coquinha", "cigarro me lembra coca-cola", "comida me lembra coca-cola", "nossa, rum me lembra coca-cola".
Hoje eu me controlei. Bebi apenas meia garrafa.
Acho que sou viciada.
Marcadores:
quarto de bonecas (hora de surtar crianças.)
Cigarros.
Acho que sou viciada.
Porque quando eles acabam, fico pensando "olha que bom, estou sem fumar", "queria um cigarro agora", "Deos, minhas unhas estão sangrando de tanto roer", "Caraca, passei o dia sem fumar", "Acho que vou pegar um cigarro da minha mãe", "Acho que vou pegar outro".
Hoje fiz o cúmulo. Eu saí de pijamas pra comprar cigarro.
Acho que sou viciada.
Porque quando eles acabam, fico pensando "olha que bom, estou sem fumar", "queria um cigarro agora", "Deos, minhas unhas estão sangrando de tanto roer", "Caraca, passei o dia sem fumar", "Acho que vou pegar um cigarro da minha mãe", "Acho que vou pegar outro".
Hoje fiz o cúmulo. Eu saí de pijamas pra comprar cigarro.
Acho que sou viciada.
Marcadores:
quarto de bonecas (hora de surtar crianças.)
Assinar:
Postagens (Atom)