As vezes deliro muito. Muito, muito mesmo. Eu fico viajando na maionese, imaginando as milhares de possibilidades da vida.
Delírios, apenas delírios.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Medo.
Meu maior medo na vida é terminar sozinha num apartamento enorme, sentada numa cadeira de balanço, tricotando, rodeada de gatos. E um dia morrer e só ser encontrada dias depois, quando os vizinhos sentissem o cheiro de podre vindo de dentro do apê. E quando eles abrissem a porta, eu estaria lá, sem alguns pedacinhos, pois os gatos (mortos de fome) teriam me comido, num sentido nojento da expressão "comer".
Eu tenho muito medo disso. E penso tanto nisso que até vizualizo. Serei uma velha de peruca e maquiagem carregada, com quilos de blush nas buchechas e uma pinta pintada no canto da boca. Com vestidos cheios de plumas e discos de canções mais antigas do que a minha própria juventude. Serei uma velha com cigarros caros e uma piteira enorme.
Tenho que parar de ter medo disso.
Eu tenho muito medo disso. E penso tanto nisso que até vizualizo. Serei uma velha de peruca e maquiagem carregada, com quilos de blush nas buchechas e uma pinta pintada no canto da boca. Com vestidos cheios de plumas e discos de canções mais antigas do que a minha própria juventude. Serei uma velha com cigarros caros e uma piteira enorme.
Tenho que parar de ter medo disso.
Eu deveria...
Eu deveria dormir cedo, acordar cedo, fazer tudo cedo.
Deveria estudar mais, ler mais, falar mais com as pessoas, vê-las mais pessoalmente.
Eu deveria parar de pensar nele, porque ele nem lembra que eu existo, e deveria com certeza ocupar minha cabeça com outras coisas.
Deveria agora estar deitada na minha cama, sonhando, esperando amanhã chegar e ser um bom dia.
Deveria dar mais condição aqueles que falam insistentemente comigo no msn.
Deveria parar de pensar que toda bobagem que acontece é coisa do Destino, e dar mais crédito ao acaso e a banalidade.
Eu deveria ser mais banal e pensar menos.
Deveria fumar menos, beber menos, beber menos coca-cola, roer menos as unhas, mexer menos no cabelo, jogar mais forca e adedonha com meu irmão e ir mais ao teatro.
Eu deveria com certeza ser uma pessoa mais útil. Deveria ser menos insegura e boba, e acreditar mais em mim mesma.
Eu deveria terminar esse texto agora, antes que todos os meus defeitos sejam expostos. Mas eu não tenho medo deles, porque os conheço.
Eu deveria acreditar mais nas coisas boas que as pessoas dizem, e ligar menos pras que considero ruins. Isso me faria mais feliz, e aos outros também. Deveria dar mais crédito aos gestos e atitudes do que as palavras.
Deveria dar mais crédito ao meu coração, e menos, bem menos a razão. Deveria ser mais coração nos momentos amenos, e mais razão nos momentos de tensão. Isso é o que nunca faço.
Deveria dar menos vazão aos meus pensamentos ruins e ao meu sexto sentido, porque sei que ele é movido a insegurança e não a reais pressentimentos.
Eu deveria voltar atrás em uma porção de coisas, mas agora já está feito.
Eu deveria me conformar com o que não tem volta. Deveria mesmo.
Deveria estudar mais, ler mais, falar mais com as pessoas, vê-las mais pessoalmente.
Eu deveria parar de pensar nele, porque ele nem lembra que eu existo, e deveria com certeza ocupar minha cabeça com outras coisas.
Deveria agora estar deitada na minha cama, sonhando, esperando amanhã chegar e ser um bom dia.
Deveria dar mais condição aqueles que falam insistentemente comigo no msn.
Deveria parar de pensar que toda bobagem que acontece é coisa do Destino, e dar mais crédito ao acaso e a banalidade.
Eu deveria ser mais banal e pensar menos.
Deveria fumar menos, beber menos, beber menos coca-cola, roer menos as unhas, mexer menos no cabelo, jogar mais forca e adedonha com meu irmão e ir mais ao teatro.
Eu deveria com certeza ser uma pessoa mais útil. Deveria ser menos insegura e boba, e acreditar mais em mim mesma.
Eu deveria terminar esse texto agora, antes que todos os meus defeitos sejam expostos. Mas eu não tenho medo deles, porque os conheço.
Eu deveria acreditar mais nas coisas boas que as pessoas dizem, e ligar menos pras que considero ruins. Isso me faria mais feliz, e aos outros também. Deveria dar mais crédito aos gestos e atitudes do que as palavras.
Deveria dar mais crédito ao meu coração, e menos, bem menos a razão. Deveria ser mais coração nos momentos amenos, e mais razão nos momentos de tensão. Isso é o que nunca faço.
Deveria dar menos vazão aos meus pensamentos ruins e ao meu sexto sentido, porque sei que ele é movido a insegurança e não a reais pressentimentos.
Eu deveria voltar atrás em uma porção de coisas, mas agora já está feito.
Eu deveria me conformar com o que não tem volta. Deveria mesmo.
Coca cola-
Acho que sou viciada.
Porque quando não bebo, fico pensando "Nossa, estou o dia todo sem beber coca-cola", "caramba, como eu queria uma coca agora", "acho que parei de beber coca-cola, fazem 2 dias que não bebo", "Nossa, isso iria bem com uma coquinha", "cigarro me lembra coca-cola", "comida me lembra coca-cola", "nossa, rum me lembra coca-cola".
Hoje eu me controlei. Bebi apenas meia garrafa.
Acho que sou viciada.
Porque quando não bebo, fico pensando "Nossa, estou o dia todo sem beber coca-cola", "caramba, como eu queria uma coca agora", "acho que parei de beber coca-cola, fazem 2 dias que não bebo", "Nossa, isso iria bem com uma coquinha", "cigarro me lembra coca-cola", "comida me lembra coca-cola", "nossa, rum me lembra coca-cola".
Hoje eu me controlei. Bebi apenas meia garrafa.
Acho que sou viciada.
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quarto de bonecas (hora de surtar crianças.)
Cigarros.
Acho que sou viciada.
Porque quando eles acabam, fico pensando "olha que bom, estou sem fumar", "queria um cigarro agora", "Deos, minhas unhas estão sangrando de tanto roer", "Caraca, passei o dia sem fumar", "Acho que vou pegar um cigarro da minha mãe", "Acho que vou pegar outro".
Hoje fiz o cúmulo. Eu saí de pijamas pra comprar cigarro.
Acho que sou viciada.
Porque quando eles acabam, fico pensando "olha que bom, estou sem fumar", "queria um cigarro agora", "Deos, minhas unhas estão sangrando de tanto roer", "Caraca, passei o dia sem fumar", "Acho que vou pegar um cigarro da minha mãe", "Acho que vou pegar outro".
Hoje fiz o cúmulo. Eu saí de pijamas pra comprar cigarro.
Acho que sou viciada.
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quarto de bonecas (hora de surtar crianças.)
Tenso.
Rê em D'ni diz:
Vc é neurotica
Danda. diz:
eu sei =)
Eu sou neurótica. E sei disso. Eu sempre fico pensando que estou sendo excluída, deixada de lado, que ninguém gosta de mim, que existe uma conspiração contra mim. Que tem algo errado com o meu orkut, que eu sou feia, gorda, chata, persistente demais, insistente demais. Eu sou paranóica também, além de ter uma leve mania de perseguição. Eu sempre acho que todo mundo é legal e que nunca estão me dando mole. Eu nunca acho que alguém está me dando mole, que alguém está interessado realmente. Sempre acho que meus assuntos são massantes e que estou sendo ignorada. O PEOR é que normalmente isso é tudo coisa da minha cabeça.
Normalmente meus amigos me amam tanto quanto os amo e me dão atenção, minha família me ama, meus namorados me amam, alguém está interessado em mim, conheço pessoas com facilidade e elas parecem se interessar pelo que eu falo. Mas a minha neurose desmedida faz com que eu sempre, SEMPRE pense o contrário.
Acho que sou maluca. Eu sou neurótica, e eu sei. =)
Vc é neurotica
Danda. diz:
eu sei =)
Eu sou neurótica. E sei disso. Eu sempre fico pensando que estou sendo excluída, deixada de lado, que ninguém gosta de mim, que existe uma conspiração contra mim. Que tem algo errado com o meu orkut, que eu sou feia, gorda, chata, persistente demais, insistente demais. Eu sou paranóica também, além de ter uma leve mania de perseguição. Eu sempre acho que todo mundo é legal e que nunca estão me dando mole. Eu nunca acho que alguém está me dando mole, que alguém está interessado realmente. Sempre acho que meus assuntos são massantes e que estou sendo ignorada. O PEOR é que normalmente isso é tudo coisa da minha cabeça.
Normalmente meus amigos me amam tanto quanto os amo e me dão atenção, minha família me ama, meus namorados me amam, alguém está interessado em mim, conheço pessoas com facilidade e elas parecem se interessar pelo que eu falo. Mas a minha neurose desmedida faz com que eu sempre, SEMPRE pense o contrário.
Acho que sou maluca. Eu sou neurótica, e eu sei. =)
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Inútil.
Me sinto mergulhada num mar de inutilidade. Mar. Eu sempre me sinto em um mar de alguma coisa. Como se uma onda gigante estivesse prestes a me engolir. Essa angústia vai me matando, cada dia mais. Me sinto como se a cada dia eu acordasse um pouco mais longe de mim mesma. Como se estivesse me desconectando de quem eu sou, e virando uma pessoa que não conheço.
Lá no fundo ainda sou a mesma menina, com sonhos, planos, metas. Mas por fora me deixo abater por toda a falta de sensibilidade do mundo atual. Eu não tolero mais a maldade presente nas pessoas, e a falta de sensibilidade dos seres humanos. O mundo vai me tornando hostil, me tornando apenas mais uma pessoa sem paciência na multidão.
Eu não sei o que fazer no momento, e isso me assusta. É como se eu estivesse esperando a vida acontecer, mas o medo não me permite seguir em frente. Eu sei que tenho que fazer por onde, mas eu simplesmente não consigo.
Com isso, as críticas, mesmo pequenas, vão me abatendo, me deixando pra baixo, me destruindo. Eu me deixo destruir por elas, porque não sou forte o suficiente pra seguir em frente. É chato, é duro, é desgastante. Viver mal e não fazer nada pra mudar se torna uma bola de neve, cada vez maior, cada vez mais densa, da qual eu não consigo sair.
Me sinto sufocando, afundando.
Lá no fundo ainda sou a mesma menina, com sonhos, planos, metas. Mas por fora me deixo abater por toda a falta de sensibilidade do mundo atual. Eu não tolero mais a maldade presente nas pessoas, e a falta de sensibilidade dos seres humanos. O mundo vai me tornando hostil, me tornando apenas mais uma pessoa sem paciência na multidão.
Eu não sei o que fazer no momento, e isso me assusta. É como se eu estivesse esperando a vida acontecer, mas o medo não me permite seguir em frente. Eu sei que tenho que fazer por onde, mas eu simplesmente não consigo.
Com isso, as críticas, mesmo pequenas, vão me abatendo, me deixando pra baixo, me destruindo. Eu me deixo destruir por elas, porque não sou forte o suficiente pra seguir em frente. É chato, é duro, é desgastante. Viver mal e não fazer nada pra mudar se torna uma bola de neve, cada vez maior, cada vez mais densa, da qual eu não consigo sair.
Me sinto sufocando, afundando.
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