Eu olho os livros, eles me olham. Preciso estudar. Preciso mesmo, não quero viver mais assim, desperdiçando potencial.
É assim que me sinto em 90% do tempo: me desperdiçando. Eu desenho bem, escrevo bem, falo bem. E no entanto, não desenvolvo ao máximo nenhuma das capacidades. Fico sendo apenas boa nelas todas, sem ser ótima em nenhuma.
Acho que sou a preguiça em forma de gente. Queria fazer teatro, pintura, falar Francês e dançar de par. Queria tanta coisa, e fico vivendo a mesma vida, sem grandes diferenças.
Não, essa não é a hora em que eu falo "mas hoje vai ser diferente..", dou tchau e termino não começando nada. Essa hora não vai chegar. Mas a propósito, vou lá fazer um trabalho, só pra não perder o costume.
Acho que é essa falta de rotina que me mata.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
Sem finais.
Imagina, ela não ir a Montauk naquele dia. Ela não foi ganhar as ruas porque pegou uma gripe e nunca será Uma linda mulher. Ele tomou a pílula vermelha, e em qualquer outro tempo, em outro canto do País, ela não trocou de casa com outra, e nunca irá pro Reino Unido.
Pense só se eles nunca fossem procurar o corpo do menino que morreu. Se ele não voltasse pra vingar a morte da namorada, acompanhado de um pássaro. Se ela não tivesse medo de avião, ou nunca entrasse na internet. Se ele não gostasse de menininhas e se ela não entrasse naquele navio.
É. Realmente é uma viagem pensar nisso.
Pense só se eles nunca fossem procurar o corpo do menino que morreu. Se ele não voltasse pra vingar a morte da namorada, acompanhado de um pássaro. Se ela não tivesse medo de avião, ou nunca entrasse na internet. Se ele não gostasse de menininhas e se ela não entrasse naquele navio.
É. Realmente é uma viagem pensar nisso.
domingo, 27 de abril de 2008
Pessoa
(Dalto/Cláudio Rabello)
Olhar você
E não saber
Que você é a pessoa
Mais linda do mundo
E eu queria alguém
Lá no fundo do coração
Ganhar você
E não querer
É porque eu não quero
Que nada aconteça
Deve ser porque eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora
Entra, vai e volta sem sair
Não
Não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir...
Você
E não querer
É porque eu não quero que nada aconteça
Deve ser porque
Eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
Ou eu já dancei...
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora
Entra, vai e volta sem sair
Não
Não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir...
Olhar você
E não saber
Que você é a pessoa
Mais linda do mundo
E eu queria alguém
Lá no fundo do coração
Ganhar você
E não querer
É porque eu não quero
Que nada aconteça
Deve ser porque eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora
Entra, vai e volta sem sair
Não
Não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir...
Você
E não querer
É porque eu não quero que nada aconteça
Deve ser porque
Eu não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar
Ou eu já dancei...
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora
Entra, vai e volta sem sair
Não
Não tente me fazer feliz
Eu sei que o amor é bom demais
Mas dói demais sentir...
sábado, 5 de abril de 2008
I'm back...
Acho que estou com um bloqueio criativo.
Odeio gente que reclama de tudo. Odeio. Gente que vive por ai choramingado, e fazendo passar que a vida é um martírio. Acho chato quando as pessoas não conseguem formar uma frase completa que não envolva drama.
Odeio cobrança. Odeio quando me cobram coisas que eu não sou obrigada a fazer, como se eu tivesse o dever de seguir o que me pedem, como se a vida fosse só cobrança, só pagamento.
Sou a favor de um movimento por pessoas mais leves. Não digo leves de peso, mas leves de consciência, leves desse peso chato que certos serumanos carregam, que os faz ficarem quase insuportáveis. Sou a favor de relacionamentos mais leves, mais maleáveis. E não digo apenas relacionamentos amorosos, falo de amizades, de animais de estimação, de tudo. Quero que a cobrança exploda e suma da face da terra pra sempre.
Droga, acho que estou num momento de crise. Mas realmente me irrita ser cobrada. Qualquer coisa que se torne uma obrigação me irrita. Muito.
Odeio gente que reclama de tudo. Odeio. Gente que vive por ai choramingado, e fazendo passar que a vida é um martírio. Acho chato quando as pessoas não conseguem formar uma frase completa que não envolva drama.
Odeio cobrança. Odeio quando me cobram coisas que eu não sou obrigada a fazer, como se eu tivesse o dever de seguir o que me pedem, como se a vida fosse só cobrança, só pagamento.
Sou a favor de um movimento por pessoas mais leves. Não digo leves de peso, mas leves de consciência, leves desse peso chato que certos serumanos carregam, que os faz ficarem quase insuportáveis. Sou a favor de relacionamentos mais leves, mais maleáveis. E não digo apenas relacionamentos amorosos, falo de amizades, de animais de estimação, de tudo. Quero que a cobrança exploda e suma da face da terra pra sempre.
Droga, acho que estou num momento de crise. Mas realmente me irrita ser cobrada. Qualquer coisa que se torne uma obrigação me irrita. Muito.
domingo, 11 de novembro de 2007
Bleh ._.
sabe, as vezes coisas ruins vem para que coisas boas aconteçam, e prefiro pensar assim.
Pensar que perder um amigo não é nada mal, se comparado as milhares de pessoas que existem na face da terra e que posso conhecer.
E se não pode ser muito amigo, mau amigo eu não quero.
Dandara, ame-a ou deixe-a.
Pensar que perder um amigo não é nada mal, se comparado as milhares de pessoas que existem na face da terra e que posso conhecer.
E se não pode ser muito amigo, mau amigo eu não quero.
Dandara, ame-a ou deixe-a.
domingo, 28 de outubro de 2007
De volta a velha casa /o/
Escrevendo por aqui porque pelo menos sei que ninguém [u quase ninguém =P] lê /o/
Acho que ando meio Joel Barish ultimamente. Basta o mínimo sinal de interesse e eu fico que nem uma boba, uma tonta, matutando sobre o assunto o tempo todo. Sou muito de entrar na pilha do que as pessoas falam, e ficar viajando na minha cabeça com as possibilidades.
Sabe, eu sou uma pessoa muito imediatista, e sei disso, eu não suporto a idéia de me conformar com algo que não seja 100% bom, eu não me conformo com momentos de felicidade, eu quero me sentir feliz em todo o tempo. SAbe, sei que a vida é feita de altos e baixos, mas eu quero poder ter a sensação que mesmo nos baixos, eu sou feliz, e apenas estou passando por momentos não muito bons.
Com isso tudo, vivo relacionamentos de 2, 3 meses, e quando as pessoas falam, nossa, parece que tive trocentos namorados, mas nem foi. Conto nos dedos [apenas das mãos..haha] a quantidade de meninos que já beijei, e não me arrependo, pois tudo é aprendizado e faz parte do caminho.
Acho muito legal gente que de primeira começa a namorar e fica anos com a mesma pessoa, mas em raros casos as pessoas realmente se gostam todo esse tempo. No início é gostar, mas depois vira puro e simples comodismo, e o que elas ganham com isso? Nada! Prefiro ser que nem eu, e viver coisas curtas porém marcantas, e infinitas em boas lembranças.
As vezes me sinto meio mal em pular fora num momento de crise, mas sei o que faço, e sei que uma "crise" em tão pouco tempo não vai resultar em nada bom a longo prazo, e porque essa pressa toda em ser feliz pra sempre?Eu posso achar amor verdadeiro aos 90 anos, e ser feliz pra sempre. Sempre é um conceito relativo. Um dia com alguém que se ama de verdade vale mais que a vida inteira ao lado de um "possível amor".
Quero sim todas aquelas coisas bobas e ultrapassadas dos filmes: casamento, família feliz, uma casa bacana. Mas nem por isso vou atropelar a vida e grudar que nem um carrapato na primeira opção que aparecer! Eu acredito no amor, e não nos relacionamentos. Namoro é só um rótulo amedrontador, que torna pessoas bacanas super desinteressantes. Espero achar alguém que entenda que é só uma palavra, e que não se deve mudar a personalidade por ela.
No mais, espero, não tenho pressa. Vou me orgulhar de dizer aos meus netos que vivi muitos amores, e esses amores se tornaram grandes amigos. Todo cara que eu namorei, depois do fim sempre me diz "o que tivemos foi especial". Sim, sempre é. Porque a minha sinceridade me impede de deixar as coisas morrerem. É preferível terminar quando ainda se sabe o porque, do que deixar o tempo passar, e ficar junto sem ter motivo. É sempre especial porque eu sei a hora certa de entrar e de sair da vida das pessoas, eu sempre saio no momento certo.
Não vou dizer que não parte meu coração. Sim, ele se parte em quase todas as vezes, e isso por muito interferiu na minha capacidade de me apaixonar. Mas cada vez que vejo alguém, que conheço alguém e penso "nossa, esse poderia ser ele", e passo o tempo matutando, vejo que continuo a mesma. Mergulho de cabeça em tudo que acredito, e mesmo machucada no final, eu continuo assim, essa é a minha essência.
Porque eu aceito qualquer coisa, menos a metade. Seja sempre meu, inteiramente meu. Mas meio meu, eu dispenso.
Acho que ando meio Joel Barish ultimamente. Basta o mínimo sinal de interesse e eu fico que nem uma boba, uma tonta, matutando sobre o assunto o tempo todo. Sou muito de entrar na pilha do que as pessoas falam, e ficar viajando na minha cabeça com as possibilidades.
Sabe, eu sou uma pessoa muito imediatista, e sei disso, eu não suporto a idéia de me conformar com algo que não seja 100% bom, eu não me conformo com momentos de felicidade, eu quero me sentir feliz em todo o tempo. SAbe, sei que a vida é feita de altos e baixos, mas eu quero poder ter a sensação que mesmo nos baixos, eu sou feliz, e apenas estou passando por momentos não muito bons.
Com isso tudo, vivo relacionamentos de 2, 3 meses, e quando as pessoas falam, nossa, parece que tive trocentos namorados, mas nem foi. Conto nos dedos [apenas das mãos..haha] a quantidade de meninos que já beijei, e não me arrependo, pois tudo é aprendizado e faz parte do caminho.
Acho muito legal gente que de primeira começa a namorar e fica anos com a mesma pessoa, mas em raros casos as pessoas realmente se gostam todo esse tempo. No início é gostar, mas depois vira puro e simples comodismo, e o que elas ganham com isso? Nada! Prefiro ser que nem eu, e viver coisas curtas porém marcantas, e infinitas em boas lembranças.
As vezes me sinto meio mal em pular fora num momento de crise, mas sei o que faço, e sei que uma "crise" em tão pouco tempo não vai resultar em nada bom a longo prazo, e porque essa pressa toda em ser feliz pra sempre?Eu posso achar amor verdadeiro aos 90 anos, e ser feliz pra sempre. Sempre é um conceito relativo. Um dia com alguém que se ama de verdade vale mais que a vida inteira ao lado de um "possível amor".
Quero sim todas aquelas coisas bobas e ultrapassadas dos filmes: casamento, família feliz, uma casa bacana. Mas nem por isso vou atropelar a vida e grudar que nem um carrapato na primeira opção que aparecer! Eu acredito no amor, e não nos relacionamentos. Namoro é só um rótulo amedrontador, que torna pessoas bacanas super desinteressantes. Espero achar alguém que entenda que é só uma palavra, e que não se deve mudar a personalidade por ela.
No mais, espero, não tenho pressa. Vou me orgulhar de dizer aos meus netos que vivi muitos amores, e esses amores se tornaram grandes amigos. Todo cara que eu namorei, depois do fim sempre me diz "o que tivemos foi especial". Sim, sempre é. Porque a minha sinceridade me impede de deixar as coisas morrerem. É preferível terminar quando ainda se sabe o porque, do que deixar o tempo passar, e ficar junto sem ter motivo. É sempre especial porque eu sei a hora certa de entrar e de sair da vida das pessoas, eu sempre saio no momento certo.
Não vou dizer que não parte meu coração. Sim, ele se parte em quase todas as vezes, e isso por muito interferiu na minha capacidade de me apaixonar. Mas cada vez que vejo alguém, que conheço alguém e penso "nossa, esse poderia ser ele", e passo o tempo matutando, vejo que continuo a mesma. Mergulho de cabeça em tudo que acredito, e mesmo machucada no final, eu continuo assim, essa é a minha essência.
Porque eu aceito qualquer coisa, menos a metade. Seja sempre meu, inteiramente meu. Mas meio meu, eu dispenso.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
...
As vezes gastamos nossos sentimentos todos de uma vez, com um monte de pessoas que não os merecem, e quando finalmente achamos as pessoas certas, nos tornamos pessoas sem emoção, e não podemos dar a estas pessoas o nosso melhor.
Porque agimos assim? Porque servimos de joguete na mão da vida? Porque Deus é tão cruel, tão maquiavélico, a ponto de nos usar contra nós mesmos? Eu não consigo acreditar que me atropelei tanto em busca de coisas que não devem ser procuradas. É o velho "quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém", e no final eu não provei nada a ninguém, não precisava, e nem a mim mesma. Deixei as chances escaparem e acabei aqui, onde estou hoje.
Eu não aguento mais errar, me magoar, me estressar com coisas que não valem a pena, que não valem a unha do meu dedo mindinho. Eu não aguento mais achar que vai dar certo, e dar tudo errado.
Eu coloco expectativas demais nas pessoas, talvez esse seja o problema. E quando percebo que elas são apenas pessoas comuns, me dói demais, por não ter enxergado antes. Me dói por ter achado que valeria a pena, por ter achado que me entendiam, que me compreendiam.
E no final eu percebo que não preciso de compreensão, nem de aceitação, nem de nada. Eu sou eu, e nada nem ninguém muda isso, mesmo sendo isso o que a maioria quer: me mudar. Eu sou eu, e o que preciso das pessoas é simplesmente tê-las por perto, só isso, porque ninguém entende?
Estava falando com meu irmão hoje e me senti extremamente triste, porque deixei que meus problemas e frustrações do momento influenciassem na minha relação com ele. E me doeu saber como ele andava me vendo, e eu sei que realmente estou assim, e preciso mudar. Eu não queria deixar que influenciasse ele e nem ninguém que convive comigo.
Blah, não sei o que fazer. Ou sei e tenho medo. Não consigo solucionar as coisas, simplesmente não consigo. Eu vou me deixando levar, e quando vejo, não estou bem, e juro não repetir e faço tudo de novo.
Mas dessa vez eu vou tentar, de novo, deixar tudo bem.
E deixar ser. Vai ver tudo se acalma.
Porque agimos assim? Porque servimos de joguete na mão da vida? Porque Deus é tão cruel, tão maquiavélico, a ponto de nos usar contra nós mesmos? Eu não consigo acreditar que me atropelei tanto em busca de coisas que não devem ser procuradas. É o velho "quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém", e no final eu não provei nada a ninguém, não precisava, e nem a mim mesma. Deixei as chances escaparem e acabei aqui, onde estou hoje.
Eu não aguento mais errar, me magoar, me estressar com coisas que não valem a pena, que não valem a unha do meu dedo mindinho. Eu não aguento mais achar que vai dar certo, e dar tudo errado.
Eu coloco expectativas demais nas pessoas, talvez esse seja o problema. E quando percebo que elas são apenas pessoas comuns, me dói demais, por não ter enxergado antes. Me dói por ter achado que valeria a pena, por ter achado que me entendiam, que me compreendiam.
E no final eu percebo que não preciso de compreensão, nem de aceitação, nem de nada. Eu sou eu, e nada nem ninguém muda isso, mesmo sendo isso o que a maioria quer: me mudar. Eu sou eu, e o que preciso das pessoas é simplesmente tê-las por perto, só isso, porque ninguém entende?
Estava falando com meu irmão hoje e me senti extremamente triste, porque deixei que meus problemas e frustrações do momento influenciassem na minha relação com ele. E me doeu saber como ele andava me vendo, e eu sei que realmente estou assim, e preciso mudar. Eu não queria deixar que influenciasse ele e nem ninguém que convive comigo.
Blah, não sei o que fazer. Ou sei e tenho medo. Não consigo solucionar as coisas, simplesmente não consigo. Eu vou me deixando levar, e quando vejo, não estou bem, e juro não repetir e faço tudo de novo.
Mas dessa vez eu vou tentar, de novo, deixar tudo bem.
E deixar ser. Vai ver tudo se acalma.
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