segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"Calma"

Me sinto sempre um pouco em suspenso. Eu não consigo aceitar as coisas que não posso mudar. Eu não consigo não estar no controle de tudo. Sou super control freak, e sei disso. Eu gosto de estar no comando de todas as situações da minha vida, e sinto constantemente uma vontade enorme de dizer para as pessoas o que elas deveriam fazer (nas situações que me dizem respeito). Percebi como isso é bizarro ontem, quando eu e meu namorado íamos fazer comida (que infelizmente só saiu hoje, porque o gás acabou). Ele colocou água pra ferver (pra fazer macarrão), e mesmo sabendo que ele provavelmente fez macarrão incontáveis vezes (a criatura cozinha bem que só vendo, um lindo *-*), eu não consegui me controlar e disse "tem que colocar óleo na água". Só que ele estava virando pra pegar a garrafa. Só que ele sabia. Só que é óbvio que eu sabia que ele sabia, e ainda assim não consegui controlar.

Acho que o que gosto nele (além de tudo), é essa capacidade que ele tem de estar no comando. Não estou falando da água do macarrão, óbvio, estou falando de tudo. Ele parece sempre estar no comando. Parece sempre saber o que fazer, e eu fico pensando: Deus, essa criatura não vacila? Não sente medo? Não fica apavorado com a vida e os acontecimentos e as possibilidades? Pode até ser que ele esteja aterrorizado na maior parte do tempo e eu não saiba, mas o fato é que ele demonstra sempre estar no controle, e isso me acalma de uma forma que eu nunca pensei que pudesse ficar. Quando ele fala "calma" (normalmente seguido de "florzinha" ou de "biscoito"), eu desmonto. Desmonto de chegar a relaxar os ombros. E mesmo nas horas em que isso me deixa com ódio no coração e vontade de esganar, eu realmente acalmo. Eu realmente paro e penso "será que eu tô tensa demais e não deveria?" (porque sim, qualquer coisa me deixa tensa).

Sou extremamente perfeccionista. Quem olha a zona que normalmente meu quarto é não diria, mas eu sou. Eu quero ser a melhor em tudo, seja esse tudo a faculdade ou a melhor em ir até o mercado comprar batatas. Eu sou competitiva num nível que me deixa maluca (literalmente. A cada dia me convenço mais que sou meio lelé da cuca). Eu brigo brigas inexistentes, com os outros e comigo mesma. Sei que é um mecanismo de defesa, pra minha total falta de segurança e auto-estima, o problema é que mesmo sabendo como tudo funciona, ainda não aprendi a mudar. Eu não aprendi a relaxar e me deixar levar. Daí vem esse homem que parece estar no controle e me fala "calma" e é como se eu pudesse acreditar que eu realmente tenho a capacidade de me acalmar e aproveitar as coisas pelo que elas são. Pefeição é supervalorizada. Só que ela não existe. Nada, absolutamente nada é perfeito. As coisas simplesmente são. Eu sou. Ele é. O mundo é, a vida também, simplesmente. Só que, ainda assim, eu fico desesperada pra que tudo dê certo, mesmo sabendo que com isso tudo que eu consigo é fazer as coisas caírem sobre a minha cabeça.

E daí estou eu aqui, em pleno domingo a noite (ou segunda de madrugada, sei lá), pensando na vida e tentando aprender que eu não sou boa em tudo, eu nunca vou ser boa em tudo, porque ninguém é. E quem tenta ser só consegue ser, no máximo, mediano em todas as coisas. E eu fico aqui tentando aprender a realmente manter a calma ao longo da semana, sem ser relaxada demais com tudo e sem me importar em excesso. Sem achar que é o fim do mundo quando algo dá errado. Porque as coisas vão dar errado pelo resto da vida, assim como outras vão dar certo. Algumas coisas vão ser uma merda (tipo meu tão sonhado curso no parque lage) e outras vão ser fantásticas (tipo finalmente ter um grupo de amigos na faculdade, coisa que eu nunca achei que seria capaz). Algumas coisas vão ser só boas e serão as melhores em serem boas. Elas vão ser mágicas em serem boas. Elas vão ser gloriosas, sendo apenas boas.

É estranho que quanto mais eu acho que sei, mais percebo que falta, e que não sei de nada. Quanto mais eu leio, mais livros adiciono a pilha, quanto mais música ouço, mais cds baixo pra ouvir depois. Porque o mundo é tão cheio de referências, e eu tenho tanta vontade de aprender tudo, que acabo desesperando. E quanto mais sei, mais percebo que não sei. É esse o desespero diário de uma pessoa controladora. É esse o meu desespero diário. E eu tenho meus altos e baixos, e eu tenho minhas reclamações e meus problemas e todo mundo tem, sei bem. A diferença pra mim agora é eu confio em alguém a ponto de compartilhar meu desespero. E pode ser na maior ou na menor das coisas, não importa, aquele "calma" que vem depois faz tudo ficar melhor. Porque ele faz o meu sistema nervoso ficar calmo.

domingo, 4 de setembro de 2011

Eu poderia fazer uma lista sobre a quantidade de coisas que eu pretendo mudar na vida daqui pra frente, e me empolgar por uma semana ou duas e depois esquecer e voltar a ficar mal. Não dessa vez. Não vou jogar nas costas o peso de ficar bem, não vou suportar essa barra sozinha, porque eu não consigo.

Hoje eu falei compulsivamente sobre o modo como me sinto em relação a vida, e foi fantástico perceber que, ao contrário do que eu pensava, me senti muito bem no final. Senti como se parte do peso tivesse sido tirado de cima de mim. Como se o simples ato de falar (não tão simples para alguém como eu) fosse capaz de mudar uma porção de coisas. E eu terminei me sentindo um pouco melhor. Bem melhor, até. De saber que tenho com quem contar, que eu tenho um amigo. Não que eu não tenha amigos, mas essa situação em especial me fez muito bem. Saber que tem alguém que me quer com tudo, com as coisas boas e as ruins. Acho que conseguiu diminuir um pouco a sensação que normalmente tenho de que não sou digna de sentimentos bons.

Eu tô cansada dessa onda de melancolia que tomou conta da minha vida nos últimos anos. Eu tinha demorado tanto pra deixar isso de lado, e eu não quero deixar tomar conta de novo. Eu não quero ser a pessoa do canto, eu não quero me deixar ser. Porque sei que está tudo na minha cabeça, e que toda impressão que acho que as pessoas tem sobre mim mora apenas no meu pensamento.

Eu sou legal. Eu sou bacana. Eu preciso seriamente me convencer disso.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Meet me in Paquetá

Que eu tô precisando de intensidade nessa minha vidinha. Tô precisando mesmo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A sombra

Eu gosto do meu lado sombrio. O lado que quase ninguém conhece. O lado que fuma muito, bebe muito, fala muito e sobre tudo. Que não tem medo, que não tem vergonha, que não tem cansaço. Que escreve e agoniza e sofre de ansiedade. Eu gosto. Só que eu não deixo transparecer que ele existe. Porque esse meu lado bom, meigo e ingênuo toma conta e sente medo do julgamento que o outro lado teria caso aparecesse. Será que todo mundo é assim? Será que todo mundo tem um dark side prontinho pra aparecer. Meu lado negro parece sempre precisar de uma dose enorme de egoísmo pra aflorar, e eu simplesmente não possuo essa dose no momento.

Porque mais, muito mais intenso que qualquer lado obscuro, esse meu lado claro hoje em dia é feliz. Mais do que os porres, o sexo casual e a indiferença em relação ao mundo, é essa alegria que eu tenho hoje em dia, esse contentamento com as coisas simples e boas. Essa sensação de que tudo está em paz. Não produzo tanto em paz, mas o que vem é muito mais digno.

Dignidade, sou feliz com ela. "I may never be happy, but tonight I'm content". Entendo completamente, e dimensiono muito melhor o sentido dessa frase.

Só que eu estou sim feliz. Não sei se sou, mas estou. Eu gosto do meu lado sombrio, apesar das consequências. A diferença é que ele me faz triste, e eu não sei mais se gosto da tristeza como costumava. Eu acho que não gosto mais tanto de me afundar. Eu quero boiar agora, clara, limpa, ao sol. Eu quero. Eu gosto do meu lado sombrio, sim. Mas estou gostando bem mais do meu lado iluminado.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Passaram duas semanas de aula, e eu estou gostando tanto, mas taaanto de tudo, que fico até meio boba. Gosto dos lugares e das pessoas, e dos acontecimentos. Das matérias e de tudo, mesmo com essa penca de texto que já tenho que ler, lê-los me deixa feliz. Não sinto como obrigação, simplesmente me faz bem.

Se eu soubesse a um tempo atrás que tudo ia ser tão bom, teria tido coragem a bem mais tempo de correr atrás das coisas que realmente quero e importam pra mim. O importante de tudo é que eu corri, e como não existe tarde demais, aqui estou eu. Tudo vai ser lindo, muito lindo. Sempre. =)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Oops, I did it again.

Eu fiz de novo. Magoei alguém por nada. Por coisas que olhando agora acho que nem sentia de verdade. É só que dá vontade de falar e eu não penso e saio falando. E daí quando vejo, o mal está feito. E eu não consegui dizer o quanto me importo, e o quanto me arrependi. Não arrepender de falar, mas do modo que foi, da hora que foi. E fica essa vontade de chorar, voltar no tempo e deixar as coisas direitas de novo. Resta torcer pra que fiquem. Pra que passe.

Sou uma idiota, e só faço magoar as pessoas. O meu medo e a minha insegurança fazem com que eu destrua tudo ao redor. Só que é fato, sempre: Quem sai pior e mais magoada sou sempre eu. Sempre.

sábado, 6 de agosto de 2011

Stuck

De ficar achando que nada é o que parece ser, e ignorando o resto. Ignorando o que me dizem e o que acontece. Ignorando o modo como as coisas são, como elas deveriam ser.

Eu ignoro. Porque não ignorar ia ser mais difícil a essa altura. E eu não sou forte nem fodona o suficiente, eu sou só eu. Stuck in a moment, sempre.


I'm not afraid of anything in this world
There's nothing you can throw at me that I haven't already heard
I'm just trying to find a decent melody
A song that I can sing in my own company

I never thought you were a fool
But darling, look at you
You gotta stand up straight, carry your own weight
These tears are going nowhere, baby

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Don't say that later will be better now you're stuck in a moment
And you can't get out of it

I will not forsake, the colours that you bring
But the nights you filled with fireworks
They left you with nothing
I am still enchanted by the light you brought to me
I still listen through your ears, and through your eyes I can see

And you are such a fool
To worry like you do
I know it's tough, and you can never get enough
Of what you don't really need now... my oh my

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Oh love look at you now
You've got yourself stuck in a moment and now you can't get out of it

I was unconscious, half asleep
The water is warm till you discover how deep...
I wasn't jumping... for me it was a fall
It's a long way down to nothing at all

You've got to get yourself together
You've got stuck in a moment and now you can't get out of it
Don't say that later will be better now
You're stuck in a moment and you can't get out of it

And if the night runs over
And if the day won't last
And if our way should falter
Along the stony pass

And if the night runs over
And if the day won't last
And if your way should falter
Along the stony pass
It's just a moment
This time will pass