Hoje foi um dia feliz. Feliz e divertido. Andei pra caramba, num calor infernaaal, comi poeira, entrou poeira no meu olho. Até meu cabelo se encheu de poeira com o vento. Coisas que normalmente me estressariam, mas hoje não, porque hoje foi um bom dia.
Fui ao Centro da cidade. Meus bons dias sempre se passam por lá, e hoje não poderia ser diferente. Fui ao CCBB, a Caixa Cultural, ao Museu de belas artes e ao Mosteiro de São Bento. Tudo muito bonito e interessante, e com boa companhia todo passeio vale a pena.
Esse ano começou bem, e eu espero que vá assim até o final. Meu ano passado começou mal e foi mal até o fim. Lógico que houveram momentos bons, mas no geral foi um péssimo ano. Só a sensação de mudar de ano já me tirou um peso enorme das costas. Me senti mais leve quando pude dizer "estou em 2009". Doismileoito agora é passado, parece que fazem décadas que esse ano passou.
E aqui se encerra a primeira quinzena de 2009. Quinze dias em que mudei uma porção de coisas na vida, mesmo que pequenas e vagarosas, as mudanças vem vindo.
Agora só falta arrumar um emprego! hahaha
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P.S.: Não sei porque, mas mesmo sem ninguém saber do blog hoje em dia, me sinto melhor escrevendo aqui do que no fotolog. Fotolog é um saco, uma grande e besta egotrip. Aqui é mais meu canto, é como sentar na frente do espelho e falar, falar, falar.
Enfim. Falei.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Ontem.
Foi supimpa. Muito bom mesmo. Eu conheci pessoas, coisa que eu nunca faria. E não faria ontem também, se não fosse a minha mãe dizer "você vai", quando eu quis amarelar e ficar em casa.
Essa coisa chata em mim me irrita. Essa desistência das pessoas, mesmo as que não conheço. Quero ter tesão pela vida de novo. Eu tenho, mas guardo a 7 chaves, num canto obscuro do coração e da mente. Eu quero me sentir mais viva, mais eu, como costumava ser. Eu não sei como tudo deixou de ser daquele jeito, porque eu era feliz sendo expansiva e impulsiva. Como passei disso a retraída?
No mais, hoje estou bem, e como disse a tia suicida "posso nunca ser feliz, mas esta noite estou contente"
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Meu quarto se bagunça sozinho. Completamente sozinho. Eu saio com tudo arrumado, e volto com tudo de cabeça pra baixo. Talvez ele siga a minha cabeça, não sei, mas é bem verdade que cada vez que me complico, o quarto se bagunça. Ai eu arrumo, dobro tudo, ponho tudo no lugar, mas basta um sopro de confusão pra que tudo se desarrume de novo.
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"O teu olhar sempre distante, sempre me engana..."
Essa coisa chata em mim me irrita. Essa desistência das pessoas, mesmo as que não conheço. Quero ter tesão pela vida de novo. Eu tenho, mas guardo a 7 chaves, num canto obscuro do coração e da mente. Eu quero me sentir mais viva, mais eu, como costumava ser. Eu não sei como tudo deixou de ser daquele jeito, porque eu era feliz sendo expansiva e impulsiva. Como passei disso a retraída?
No mais, hoje estou bem, e como disse a tia suicida "posso nunca ser feliz, mas esta noite estou contente"
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Meu quarto se bagunça sozinho. Completamente sozinho. Eu saio com tudo arrumado, e volto com tudo de cabeça pra baixo. Talvez ele siga a minha cabeça, não sei, mas é bem verdade que cada vez que me complico, o quarto se bagunça. Ai eu arrumo, dobro tudo, ponho tudo no lugar, mas basta um sopro de confusão pra que tudo se desarrume de novo.
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"O teu olhar sempre distante, sempre me engana..."
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Eu não sei o que fazer da vida. Não sei. As vezes me sinto desperdiçando potencial. As vezes não, a verdade é que me sinto assim todo dia. Talvez eu seja uma eterna insatisfeita, mas sinto que essa insatisfação poderia ser canalizada pra coisas melhores. Não estou me lamentando, eu tenho 20 anos e o mundo todo pela frente. Mas é que as vezes parece que eu não vou fazer nada de bom, que de repente vou ter 60 anos, olhar pra trás e ver uma vida cheia de vazio.
Sinto essa coisa borbulhando dentro de mim, pronta pra explodir. Como quando se está entrando na água e vem uma onda, e vc escolhe tomar um caixote ou mergulhar. Eu sinto essa sensação de algo vindo, mas eu nunca sei de onde vem ou o que fazer. A faculdade não é ruim, eu até tenho lido, estudado pras provas, mas eu sei que não é o que eu quero pra mim, assim como moda não era e jornalismo também não. Jornalismo foi a que chegou mais próxima, e hoje em dia eu me arrependo sinceramente de ter saído. Ao menos estaria me formamdo agora e poderia partir pra algo novo.
Não vou dizer que sei exatamente o que quero. Eu quero desenhar, quero interpretar, quero ser uma pessoa a cada dia. Eu quero fazer doces espetaculares, maquiagens espetaculares, figurinos espetaculares. Eu quero explodir isso tudo que fica girando dentro de mim, me consumindo. Eu quero ser eufórica de novo, quero ser explosiva, impulsiva. Eu virei uma pessoa contida, e isso me irrita.
Eu quero dinheiro e tempo, pra estudar uma porção de coisas diferentes.
Eu quero acordar e me achar, me achar e ter coragem de ser. Não por medo dos outros, mas por medo de mim.
Sinto essa coisa borbulhando dentro de mim, pronta pra explodir. Como quando se está entrando na água e vem uma onda, e vc escolhe tomar um caixote ou mergulhar. Eu sinto essa sensação de algo vindo, mas eu nunca sei de onde vem ou o que fazer. A faculdade não é ruim, eu até tenho lido, estudado pras provas, mas eu sei que não é o que eu quero pra mim, assim como moda não era e jornalismo também não. Jornalismo foi a que chegou mais próxima, e hoje em dia eu me arrependo sinceramente de ter saído. Ao menos estaria me formamdo agora e poderia partir pra algo novo.
Não vou dizer que sei exatamente o que quero. Eu quero desenhar, quero interpretar, quero ser uma pessoa a cada dia. Eu quero fazer doces espetaculares, maquiagens espetaculares, figurinos espetaculares. Eu quero explodir isso tudo que fica girando dentro de mim, me consumindo. Eu quero ser eufórica de novo, quero ser explosiva, impulsiva. Eu virei uma pessoa contida, e isso me irrita.
Eu quero dinheiro e tempo, pra estudar uma porção de coisas diferentes.
Eu quero acordar e me achar, me achar e ter coragem de ser. Não por medo dos outros, mas por medo de mim.
sábado, 1 de novembro de 2008
Minha criatividade para escrever ruiu. Sumiu com o tempo, e hoje é como se ela nunca tivesse existido. Eu não consigo escrever uma linha que faça sentido, um texto que diga alguma coisa.
É difícil ser significativa, quando nada parece ter significado. Daí pra escrever coisas que não dizem porra nenhuma, melhor ficar calada.
As vezes tudo que eu queria era sumir, por uma semana que fosse. Sumir, passar a semana sozinha, calada. Pra ver se assim alguma coisa fazia um pouco mais de sentido.
Parece as vezes que o meu sonho tem sido esse: um tempo sozinha. Talvez eu tenha nascido pra solidão. Talvez isso seja um pensamento idiota.
A verdade, lá no fundo, é que eu não suporto mais o rumo que eu deixo a vida tomar. Eu tento e tento, mas eu não acredito em mim mesma, nunca, em nada. Eu sempre acho que todo mundo é melhor, mais legal, mais bonito. Que todo mundo vai se dar melhor. Que tudo que todo mundo faz e pensa e diz é melhor do que o que eu faço.
Eu sempre penso que não presto pra merda nenhuma. E com esse pensamento eu tento ficar pensando no quanto as pessoas são patéticas, pra ver se assim me sinto um pouco melhor, mas a verdade é que, além de não resolver, depois me sinto péssima por julgar as pessoas (mesmo que só as julgue dentro da minha cabeça. A pior das piores coisas é que, mesmo sabendo que isso é ridículo e ME torna patética, eu não consigo parar.
Acho que nasci pra uma vida de auto-exílio social. Eu nasci pra ficar sozinha. Eu me sinto bem sem ninguém me enchendo a porra do saco. Me sinto livre quando passo um dia calada, sem precisar me explicar, sem precisar dizer nada. Eu queria muito não ser assim, mas talvez essa seja eu. Talvez eu lute muito pra ser de outro jeito porque me fizeram acreditar que eu não era assim. Daí um dia eu vou acordar e perceber que passei a vida inteira tentando ser algo que me convenceram que eu era. E a pessoa verdadeira era calada, quieta e sozinha. E feliz, muito feliz assim. Feliz antes que decidissem que isso não era uma vida pra se levar.
É confuso. E eu odeio pensar nessas coisas.
É difícil ser significativa, quando nada parece ter significado. Daí pra escrever coisas que não dizem porra nenhuma, melhor ficar calada.
As vezes tudo que eu queria era sumir, por uma semana que fosse. Sumir, passar a semana sozinha, calada. Pra ver se assim alguma coisa fazia um pouco mais de sentido.
Parece as vezes que o meu sonho tem sido esse: um tempo sozinha. Talvez eu tenha nascido pra solidão. Talvez isso seja um pensamento idiota.
A verdade, lá no fundo, é que eu não suporto mais o rumo que eu deixo a vida tomar. Eu tento e tento, mas eu não acredito em mim mesma, nunca, em nada. Eu sempre acho que todo mundo é melhor, mais legal, mais bonito. Que todo mundo vai se dar melhor. Que tudo que todo mundo faz e pensa e diz é melhor do que o que eu faço.
Eu sempre penso que não presto pra merda nenhuma. E com esse pensamento eu tento ficar pensando no quanto as pessoas são patéticas, pra ver se assim me sinto um pouco melhor, mas a verdade é que, além de não resolver, depois me sinto péssima por julgar as pessoas (mesmo que só as julgue dentro da minha cabeça. A pior das piores coisas é que, mesmo sabendo que isso é ridículo e ME torna patética, eu não consigo parar.
Acho que nasci pra uma vida de auto-exílio social. Eu nasci pra ficar sozinha. Eu me sinto bem sem ninguém me enchendo a porra do saco. Me sinto livre quando passo um dia calada, sem precisar me explicar, sem precisar dizer nada. Eu queria muito não ser assim, mas talvez essa seja eu. Talvez eu lute muito pra ser de outro jeito porque me fizeram acreditar que eu não era assim. Daí um dia eu vou acordar e perceber que passei a vida inteira tentando ser algo que me convenceram que eu era. E a pessoa verdadeira era calada, quieta e sozinha. E feliz, muito feliz assim. Feliz antes que decidissem que isso não era uma vida pra se levar.
É confuso. E eu odeio pensar nessas coisas.
domingo, 6 de julho de 2008
Eu quero minha fazenda. Pode ser um sítio. Com árvores, música, pessoas, quartos, mesa posta no gramado, piqueniques noturnos, lanternas coloridas de papel, conversas intermináveis, flores, frutas, coisinhas, quadros, tintas, paredes, sonhos, madeira, pedra, mãos, pés, bocas, sorrisos, gargalhadas.
Eu quero. Muito.
Eu quero. Muito.
Minha vontade sincera nos finais de semana era sair na sexta a noite, chegar sábado de manhã, dormir o sábado inteiro no conforto do meu quarto, sair a noite, chegar domingo de manhã, dormir o domingo todo no conforto do meu quarto até segunda feira, quando então eu acordaria e iria trabalhar/estudar. Mas se eu quizesse sair em plena terça feira, sairia, porque seria então problema meu.
Mas ai eu paro e vejo que, além de estar desempregada, não tenho autonomia nenhuma, não tenho direito de escolha, nem quarto nos finais de semana.
Eu não reclamo por egoismo, quero mais que se foda, eu durmo bem na sala. Mas eu cansei de ser acordada, cansei de não ter dinheiro, cansei de depender, cansei de controle. Me dá tanta raiva que chego a chorar. Eu cansei. Tem horas que meu corpo e minha mente desistem. Eu fico inerte, fico tonta, lerda, eu simplesmente e realmente não aguento.
Eu quero ter vida. Só isso.
Mas ai eu paro e vejo que, além de estar desempregada, não tenho autonomia nenhuma, não tenho direito de escolha, nem quarto nos finais de semana.
Eu não reclamo por egoismo, quero mais que se foda, eu durmo bem na sala. Mas eu cansei de ser acordada, cansei de não ter dinheiro, cansei de depender, cansei de controle. Me dá tanta raiva que chego a chorar. Eu cansei. Tem horas que meu corpo e minha mente desistem. Eu fico inerte, fico tonta, lerda, eu simplesmente e realmente não aguento.
Eu quero ter vida. Só isso.
Vai pro Caralho.
Hoje acordei com sono. Acordei pensando "vida, vai pro caralho"
Ai eu parei e pensei: a vida na verdade sai dele.
Ai eu parei e pensei: a vida na verdade sai dele.
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