domingo, 6 de julho de 2008

Eu quero minha fazenda. Pode ser um sítio. Com árvores, música, pessoas, quartos, mesa posta no gramado, piqueniques noturnos, lanternas coloridas de papel, conversas intermináveis, flores, frutas, coisinhas, quadros, tintas, paredes, sonhos, madeira, pedra, mãos, pés, bocas, sorrisos, gargalhadas.



Eu quero. Muito.
Minha vontade sincera nos finais de semana era sair na sexta a noite, chegar sábado de manhã, dormir o sábado inteiro no conforto do meu quarto, sair a noite, chegar domingo de manhã, dormir o domingo todo no conforto do meu quarto até segunda feira, quando então eu acordaria e iria trabalhar/estudar. Mas se eu quizesse sair em plena terça feira, sairia, porque seria então problema meu.

Mas ai eu paro e vejo que, além de estar desempregada, não tenho autonomia nenhuma, não tenho direito de escolha, nem quarto nos finais de semana.

Eu não reclamo por egoismo, quero mais que se foda, eu durmo bem na sala. Mas eu cansei de ser acordada, cansei de não ter dinheiro, cansei de depender, cansei de controle. Me dá tanta raiva que chego a chorar. Eu cansei. Tem horas que meu corpo e minha mente desistem. Eu fico inerte, fico tonta, lerda, eu simplesmente e realmente não aguento.

Eu quero ter vida. Só isso.

Vai pro Caralho.

Hoje acordei com sono. Acordei pensando "vida, vai pro caralho"




Ai eu parei e pensei: a vida na verdade sai dele.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Sei lá.

As vezes paro e tenho que admitir que minha mãe está certa. Eu realmente devia respirar novos ares, conhecer pessoas, sair desse bairro chato e sem graça.

Deixo umas coisas parcialmente bobas me chatearem. Parcialmente porque não são tão bobas, e porque não deveriam chatear. Ai fica assim, meio a meio.


Droga.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ódio, ódio...

Eu odeio a opinião alheia. Odeio. Quero mais que todo mundo exploda com suas opiniõezinhas idiotas, medíocres e pré formuladas. São poucas as pessoas que tem opiniões tolerantes, e eu me pergunto: Onde é que as pessoas deixaram o cérebro, e porque colocaram essa massa de opinião pré-existente no lugar?

É terrível estar numa sala de aula, achando que finalmente vai ter uma discussão sadia e boa sobre algum assunto, e ter que aturar um merda de um velho paulista idiota e filho da puta vir falar com você como se tivesse um mundo de experiência.

Dá vontade de falar pra'quele animal recolher o sapato caro e sumir. Você olha e notoriamente sabe que ele nunca desceu dos seus sapatinhos de marca, e deve ser mais um babaquinha paulista que se sente melhor que os outros. Eu não deveria me abalar com gente tão baixa e inútil, mas me irrita ver que gente tão banal, comum e sem opinião ainda consegue vagar pela face da terra!

Ai vem a menininha feliz, com suas "opiniões-de-professor", ainda deslumbrada com a faculdade, digerindo o primeiro período como se fosse mágica. Pobre garota, mal sabe ela que 90% do que ensinaram sobre história na escola era mentira, e que Getúlio não fez as leis trabalhistas porque era bonzinho.

E é foda, em plena quarta feira a noite, eu, do alto da minha paciência, aturar uma aula idiota, de uma matéria idiota, com gente idiota e uma professora que parece uma múmia!

Façam-me o favor: Semestre que vem me lembrem de ser mais revolucionária, e discutir até o último segundo. Mesmo que com gente que não vale a pena.
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p.s.: Não, eu não me acho uma gênia. Mas acho que se eu posso pegar um livro e me informar antes de abrir a boca, qualquer um pode. MORTE AOS FUTUROS ADVOGADOS DE MERDA FORMADOS PELA ESTÁCIO!

p.s.2: Ai o babaca vira e fala "a pergunta deve ser 'porque eu posso estudar na estácio?' 'porque estou ligando pras pessoas que estão na faculdade pública?' 'porque estudar na estácio não dá status?'"

ai eu respondo: "Porque um analfabeto passou no vestibular aqui. Deve ser isso né?"

Ela

Ela me mata. Me faz acordar com falta de ar, tira meu sono, me enlouquece.

Ela fecha minha garganta, me sufoca, me enrubesce.

Ela me acompanha aonde eu for, martelando na minha cabeça, na minha face, no meu corpo.

Ela me odeia, mas não me deixa. Insiste comigo num jogo de ódio e raiva, me deixa tonta, me faz passar mal.

Ela quer mais que eu exploda.
Alergia, saia já de mim!

Parto literário.

E se eu demorar e responder que escrevi mais um, paciência.


Estou parindo, não atrapalhe.